Foi condenada a 18 anos de prisão, por homicídio triplamente qualificado, a estudante Lara França da Rocha, acusada de provocar o incêndio que levou à morte da mãe adotiva, em julho de 2008. O julgamento durou dez horas até chegar à decisão, mas não foi fácil. A defesa tentou, por várias vezes, adiar o julgamento, mas desta vez, não houve como a ré fugir da setença.

O julgamento de Lara França da Costa começou às 13h30 desta terça-feira (15), testemunhas, amigos e familiares de Iracema de Carvalho Lima, vítima da própria filha adotiva, permaneceram na platéia durante todo o processo. Esta foi uma das poucas vezes que os parentes reencontaram Lara, presa desde setembro de 2008.

Diferente do que aconteceu durante à tarde, quando a ré foi ouvida pelo juiz da 3ª Vara do Júri, José Castro Andrade, Lara permaneceu escondida atrás da tribuna da defesa. À medida que as horas passavam, o debate era mais intenso. Houve até bate-boca entre os advogados de defesa e acusação.

Durante toda a sessão, a defesa trabalhou com a versão de que Lara foi coagida a confessar o crime no 4º Distrito Policial e sustentou que a filha adotiva de Iracema era inocente e que, se fosse condenada, a Justiça estaria cometendo um erro. Mas, para o Ministério Público e assistentes de acusação não havia o que contestar. A decisão veio às 00h45 desta quarta-feira.

Caso chocou a população

O crime ganhou repercussão por conta da forma como a vítima foi assassinada. Na madrugada do dia 23 de julho do ano passado, a aposentada Iracema Carvalho Lima, de 76 anos, morreu depois de ter o corpo queimado propositadamente. Era madrugada e ela dormia em seu apartamento, no Bairro de Fátima, em Fortaleza.

(Portal Verdes Mares)

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