A revelação da existência de uma suposta planilha de caixa 2 da campanha do governador José Roberto Arruda (DEM), em 2006, derrubou ontem o presidente do PSDB-DF, Márcio Machado.

Ele foi o autor do documento, com o nome de 41 empresas que teriam sido abordadas para ajudar a campanha de Arruda. O documento contém o nome das empresas e, ao lado, valores que somam R$ 11 milhões. Junto ao nome de várias das empresas há cifras e a sigla “PG”, indicando pagamento.

Após a campanha, Arruda nomeou Machado seu secretário de Obras. Ontem, pressionado pela cúpula do partido com a divulgação do documento, Machado pediu licença de 90 dias do cargo, mas dificilmente deverá reassumir o posto.

De acordo com a assessoria do PSDB, Machado deve ser chamado a dar explicações na semana que vem e pode sofrer um processo disciplinar por causa da prática de caixa 2.

Devido ao escândalo do mensalão do DEM, o PSDB exigiu que ele deixasse o governo na terça-feira. Segundo Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo e colaborador da Polícia Federal nas investigações, Machado era um dos “captadores” do caixa 2 da campanha de 2006.

Ontem, Machado confirmou a autoria da planilha, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Indagado se o documento era de caixa 2, não negou.

– Isso deve ser perguntado ao DEM, o candidato era do partido – disse ele.

(Portal Zero Hora)

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