A jornalista Kérsia Maia Porto Amorim, aos 29 anos, e o marido dela, Francisco Antônio de Lima Amorim, 33, sargento da Polícia Militar, foram encontrados mortos por volta das 3:30h da manhã deste sábadoi em frente a um condomínio no bairro Montese, em Fortaleza. A polícia suspeita de crime passional: homicídio seguido de suicídio.

O velório da jornalista teve início na tarde deste sábado, no Hall César Calls da Assembleia Legislativa. O sepultamento está marcado para este domingo, no cemitério Parque da Saudade. Já o corpo do sargento Francisco Amorim foi enterrado no Jardim Metropolitano, localizado no Anel Viário.

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ENTENDA O CASO

Os corpos deram entrada no Instituto Médico Legal por volta das 5h40min deste sábado. O delegado Hélio Bezerra, que estava de plantão no 34º Distrito Policial, cobriu a ocorrência. O casal, ainda na noite de sexta-feira, havia ido a um casamento. A cerimônia ocorreu na Igreja do Cristo-Rei e em seguida houve uma recepção em um buffet, na Aldeota. Ao sair da festa, o casal deixou em casa a filha do primeiro casamento do sargento, de cinco anos.

O sargento e a jornalista saíram novamente, e, ao retornarem, ocorreram as mortes na entrada da garagem do condomínio, localizado na rua Tianguá. O crime teria acontecido por volta das 3h30min da madrugada.

Kérsia, que trabalhou na TV Diário e atualmente fazia parte da assessoria de Imprensa da Polícia Militar e da TV Assembléia, foi morta com sete tiros de pistola ponto 40: duas perfurações nas costas, uma no peito, uma no braço e dois nas coxas. O corpo de Francisco foi encontrado com um tiro na boca.

LAMENTAÇÃO E TRISTEZA

“Todo mundo dizia isso: ela era um doce de pessoa”. A lamentação partia do chefe da 5ª Seção do Estado Maior Geral (EMG) da Polícia Militar, major Marcos Costa. A jornalista Kérsia Maia Porto Amorim trabalhava com ele havia três anos, no setor de Relações Públicas, onde também havia conhecido seu esposo, o sargento Francisco Antônio de Lima Amorim.

O major conta ainda que Francisco Antônio tinha uma filha de cinco anos, de seu casamento anterior. “Ela chamava a Kérsia de mãe também”, sublinhava. “A dor é em dobro. Perde-se uma amiga. Perde-se uma companheira de trabalho”, dizia. Ele também afirma que, nos últimos momentos em que esteve junto com o casal, no casamento de um ex-colega, não observou “nada de anormal” entre eles. “Pelo contrário”, completava.

De acordo ainda com Marcos Costa, o sargento tinha oito anos de corporação. Seu último posto era de motopatrulheiro do Ronda Quarteirão, no bairro Edson Queiroz, como fiscal de área. Antes, havia trabalhado na Relações Públicas e no grupamento Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). Também foi monitor de motopatrulha do Ronda.

(O Povo Online)

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