No ano passado, um milhão e meio de vagas do ensino superior no Brasil não foram ocupadas. 98% delas, em instituições particulares.

Apesar das vagas ociosas, mais gente teve acesso ao ensino superior. Mais de 5 milhões de alunos estavam matriculados nos cursos universitários, 4,1% em relação a 2007. 75% desses estudantes eram de instituições particulares.

De cada dez alunos que ingressaram na faculdade em 2005, quatro não conseguiram concluir o curso no ano passado.

Crescimento de cursos
Em apenas cinco anos, um Centro de Educação Tecnológica aumentou de quatro para 18 o número de cursos oferecidos. “É um grande contingente de pessoas que precisam entrar no mercado de trabalho ou reposicionar as suas carreiras”, afirma o diretor do campus, José Eustáquio Lopes.

A diferença é que o curso dura menos que os tradicionais com disciplinas específicas para a aplicação direta no mercado. “Aqui você pode trabalhar e estudar”, diz a estudante, Jéssica Aparecida. Em 2008, a oferta de vagas para a formação de tecnólogos cresceu cerca de 10%.

Em uma sala em Belo Horizonte, estão 10 alunos. O professor está a mil quilômetros, em Curitiba. No ano passado, as matrículas em cursos superiores como este, de educação à distância, quase dobraram. Foram mais de 700 mil matrículas, que correspondem a 14% do total.

“A ampliação da educação a distância significa que mais pessoas mais velhas e que estavam fora da universidade estão se animando a voltar a estudar. Isso eu acho que o quadro todo é animador”, afirma a Secretária de Educação do MEC, Maria Paula Dallari.

(Jornal Floripa)

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