RIO – O Ministério Público Federal entrou nesta quinta-feira na Justiça com uma ação civil pública contra o deputado Paulo Maluf (PP-SP), ex-prefeito de São Paulo, e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) por responsabilidade na ocultação de cadáveres de militantes nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, em São Paulo, durante a ditadura militar. Segundo a ação, desaparecidos políticos foram sepultados de forma clandestina em valas comuns para que permanecessem sem identificação.

Também serão responsabilizados o médico-legista Harry Shibata, ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal de São Paulo, o ex-prefeito de São Paulo

Miguel Colasuonno e Fábio Pereira Bueno, diretor do Serviço Funerário Municipal entre 1970 e 1974.

O MPF pediu que os cinco acusados sejam condenados à perda de suas funções públicas e/ou aposentadorias. Caso sentenciados, os mandatos

atuais de Tuma e Maluf não seriam afetados, pois a Constituição impede a perda de mandato em ações civis públicas. A ação recomendou ainda que os

acusados sejam condenados a pagar indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um para reparação de danos morais coletivos.

As ossadas foram exumadas da vala comum do cemitério de Perus em 1990, mas os trabalhos de identificação foram interrompidos. Em 1999, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo assumiu o caso, mas nenhum relatório conclusivo foi emitido ainda.

(O Globo Online)

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