De O Recôncavo

Irmão de Geddel e outros figurões citados em esquema de corrupção: a coisa inchou e o bicho pegou

O irmão de ministro Geddel, Lúcio Vieira Lima, é presidente do PMDB na Bahia e candidato a deputado federal.

Agora, ele que é o homem da linha de frente da política do ministro Geddel e comandante das tropas do PMDB baiano está envolvido diretamente no maior escândalo político do ano na Bahia.

Na Operação Expresso, a Polícia Civil da Bahia buscou desmontar um suposto esquema de corrupção na agência estadual que regula os transportes (Agerba). A operação prendeu muitos figurões, entre eles, Antônio Lomanto Neto, irmão de Leur Lomanto, ex-presidente da ANAC , filho do ex-governador Lomanto Júnior e tio do deputado estadual Leur Lomanto Júnior.

Outro envolvido é o Secretário de Transportes de Salvador, Almir Melo, o que traz o prefeito João Henrique para o escândalo.

Na Bahia, o clima é de guerra entre PT e PMDB. O caso tem amplas e profundas repercussões na política local.

O PMDB foi atingido em seu núcleo central. Nenhum fato político superou este, em repercussão, em 2009.

O clã dos Lomanto é um dos mais tradicionais e, para muitos, oligarcas da Bahia. Estão no poder há gerações e são influentes na região de Jequié.

Geddel é ministro, homem forte do PMDB e candidato ao governo do estado. Lúcio, seu irmão, possui uma identificação pública muito grande com o ministro, e é quem opera a campanha do irmão e conduz o PMDB baiano.

Não parece obra do acaso que o ministro não ter sido encontrado para falar sobre o fato. Geddel deve estar preparando o revide e a defesa. Ele sabe o que esta operação pode significar para a sua campanha.

O PMDB foi, como se esperava, para o ataque e esta tendência deve se intensificar.

Os peemedebistas acusam o governo armação política. E exigem a investigação de uma série de denúncias, cumprindo a velha cartilha que diz que “o ataque é a melhor defesa”.

Robinson Almeida, secretário de comunicação do governo diz que “o caso é de polícia, e não de política”. E afirma que as investigações tiveram início antes do rompimento do PMDB com o governo, portanto quando o PMDB ainda ocupara a direção da AGERBA, o que poria por terra o discurso peemedebista de pretensa armação política.

Hoje, o problema se agravou. É que Ana Dozinda Penas Pinheiro, proprietária da empresa Expresso Alagoinhas, envolvida no escândalo, confirmou o paramento de R$400 mil que, segundo ela, foi feito pelo irmão do deputado estadual Ronaldo Carletto (PP), o empresário Paulo César Carletto, sócio da Rota Transporte e Viação Jequié. Segundo a empresária o pagamento era destinado à ex-diretores da Agerba.

Esta confirmação da empresária perfuma as acusações com fumos de veracidade.

A relação entre o PMDB e o PT na Bahia está, mais do que nunca, tensionada. A beligerância deve subir e o escândalo terá reflexos diretos na Assembléia Legislativa da Bahia, onde se espera um contra-ataque peemedebista e a exploração do fato pelo DEM.

Entrarão em campo agora os caciques nacionais do PMDB e do PT. A turma dos bombeiros deve entrar na peleja para evitar contaminações do escândalo na aliança nacional entre o PT e o PMDB.

Como diz o radialista Celso Oliveira, a coisa inchou e o bicho pegou.

Link:  http://www.oreconcavo.com.br/2009/11/26/irmao-de-geddel-e-outros-figuroes-sao-citados-em-esquema-de-corrupcao-a-coisa-inchou-e-o-bicho-pegou/

(Blog do Nassif)

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