A alta concorrência no mercado de trabalho não permite inexpe-riência. Mas o que fazer quando se é jovem? Pensando em conceder a primeira oportunidade no mundo laboral para os adolescentes de 14 a 18 anos, o Ministério do Trabalho criou o Programa Jovem Aprendiz, uma lei federal que obriga empresas e instituições de qualquer natureza, que tenham pelo menos sete funcionários, a empregar jovens matriculados em cursos profissionalizantes autorizados.

Ramona Kézia

No entanto, para ser um jovem aprendiz é preciso cumprir uma grande obrigação: estar frequentando a escola, caso não tenha concluído o Ensino Médio. Voltado para famílias de baixa renda, a iniciativa tem como objetivo promover a inclusão social de jovens em situação de pobreza e miséria por meio de sua qualificação social e profissional. Mas, além disso, a ação possibilita uma maior conscientização das empresas com a importância do primeiro emprego.

Jairo da Silva

Seguindo a determinação federal, porém ciente da importância do Programa para a sociedade, o Sindicato dos Bancários do Ceará conta atualmente com os serviços de dois jovens aprendizes: Ramona Kézia e Jairo da Silva, de 17 e 16 anos, respectivamente. Cheia de sonhos e disposição, a dupla se reveza pelos diversos setores da entidade durante quatro dias da semana, contribuindo para uma maior rapidez nos serviços, mas também aprendendo incessantemente com os mais experientes.

OPORTUNIDADE NO MERCADO DE TRABALHO – Integrando o quadro de funcionários do SEEB/CE desde maio deste ano, Ramona e Jairo foram aprovados durante uma seleção que teve a participação de oito pessoas, todos advindos de instituições que ofertam o Jovem Aprendiz. De 8h às 12h, os dois ajudam no arquivamento de documentos, elaboram planilhas e colaboram para uma maior comunicação entre os empregados do Sindicato. Para o diretor da entidade, Alex Citó, “o mercado de trabalho hoje é muito acirrado, e essa oportunidade possibilita que eles já coloquem uma experiência nos seus currículos”.

Estudante do 8º ano de uma escola pública no bairro do Mondubim, Jairo advém da instituição Pequeno Nazareno, localizada no Maranguape. Os sete meses na entidade sindical o levaram a aumentar suas pretensões para o futuro e influenciaram diretamente na sua atual escolha profissional: quer ser bancário. A remuneração que recebe mensalmente (metade de um salário mínimo) é destinada em parte para sua mãe e em parte para assuntos particulares.

Já Ramona Kézia realiza o curso no Projeto Vila Mar, instituição que já funciona há 26 anos e que há quatro deles dedica parte de suas atividades ao Programa Jovem Aprendiz. Ela participou de um processo seletivo rigoroso que incluiu duas fases: uma prova objetiva e uma entrevista. Graças a contribuição de mais de 70 empresas particulares, o Vila Mar conta com salas de aula bem equipadas e laboratórios de informática.

Segundo a coordenadora Alexandra Veloso, as disciplinas ofertadas formam profissionais para as áreas de auxiliar de escritório e recepcionista. Através de aulas de português, informática, matemática, cidadania e ética, o Projeto abriu as portas para o futuro de Ramona (ela agora quer ser efetivada pelo Sindicato). Mas, como ela, cerca de 300 jovens de baixa renda cursam anualmente o Programa na instituição com a esperança de que um dia a sua chance profissional chegue.

SERVIÇO: Projeto Vila Mar – Telefone: 3263 6717

O Pequeno Nazareno – Telefone: (85) 3212 5727.

Fonte: SEEB/CE