As repartições públicas estão longe da realidade que o texto explora. Tenho cá o meu exemplo e de outros colegas em outros orgãos públicos. Temos que demandar e correr atrás de melhoria na estrutura primária de atendimento a nossas necessidades (e com consequentes melhorias no atendimento a quem nos solicita), coisas triviais como computador, impressoras, sistema de internet 3G quando estamos em viagem de campo e precisamos acessar sistemas e a realização de outros procedimentos.

Os servidores típicos em algumas repartições olham com desdem para “a moçada nova” que reclama da falta de tecnologia, chegando ao cúmulo do que escutei certa vez de um colega da área finalistica (geólogo já em fim de carreira) que levar um notebook ao campo era “frescura” de recém-chegado, que o que ele precisava para executar o trabalho estava ali na cabeça dele!!!Ficou ofendidissimo quando retruquei que aquela conhecimento encarcerado em sua cabeça não tinha valor agum já que ele se recusava a construir o trabalho em conjunto, em equipe, trocando aprendizado com os demais colegas. Acho que fui até pouco desrespeitoso com o colega, mas percebo em alguns setores o serviço público parou no tempo.

No trabalho que executo preciso de computadores de alta performance para rodar imagens de satelite e mapas de alta definição, impressoras coloridas de alta qualidade e tamanho (também chamadas “plotters”) e as chamadas estações totais (cujo preço de uma belezinha dessas pode bater a casa dos 30 mil reais para ser usada em campo). Sinceramente, não sei qual é a idéia que gestores e administradores tem de estado mínimo para funcionamento..

(Blog do Nassif)