Idosos representam a maioria da população em busca por teste gratuito anti-HIV, em programa desenvolvido pelo Governo do Estado, também presente em Marília. Motivados pela nova liberação sexual proporcionada pela pílula azul, a terceira idade mantém viva e presente a atividade sexual e, a cerca de 5 anos, forma o novo público alvo das campanhas de prevenção a Aids.

Segundo a coordenação do programa DST-Aids em Marília, a participação de pessoas acima de 50 anos nos diagnósticos do HIV tem andado na contramão de todos os outros indicadores, que vem baixando. Em 2004, idosos representavam 7% de todos os casos diagnosticados. Em 2007, eles passaram a representar 15%, ou seja, mais do que o dobro.

Isso comprova que o uso da camisinha até então restrito aos jovens também se torna um problema aos idosos e prova que a falta de prevenção não está relacionada a uma faixa etária considerada inconsequente. A falta de cuidado extrapola os limites de idade quando nos referimos ao sexo.

Com a possibilidade de manter a vida sexual ativa, muitas pessoas acima dos 60 anos, separados, viúvos, ou não, deslumbraram a oportunidade de voltar a sentir prazer e, de certa forma, reviver os momentos da juventude, até então empoeirados na memória.

Ocorre então um choque entre gerações. De um lado os que talvez nunca tenham usado camisinha, de outro os que nasceram pressionados pela mídia e sociedade a nunca sair de casa sem um preservativo no bolso. Mudar a mentalidade e reeducar conceitos nunca foi tarefa fácil. Por isso quando se fala em Aids e terceira idade é preciso ainda mais cuidado.

(Diário de Marília)

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