O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) voltou a negar as acusações de envolvimento com o chamado “mensalão mineiro” – esquema ilegal de financiamento de campanha que teria existido durante sua tentativa de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Além de afirmar que não autorizou os patrocínios mencionados no inquérito em análise no STF ( Supremo Tribunal Federal), o senador disse que o relator do inquérito, ministro Joaquim Barbosa, cita um recibo que seria falso.

“Nunca assinei esse recibo. Acho grave que um documento falso tenha sido incluído nas peças de acusação”, declarou ele, ressaltando que o recibo não havia sido mencionado na ação da Procuradoria Geral da República.

Uma cópia desse recibo foi distribuída pela assessoria do senador. De acordo com o documento, as empresas de publicidade SMP&B e DNA teriam entregue a Azeredo, então governador, um total de R$ 4,5 milhões. Marcos Valério, um dos principais acusados de envolvimento com o escândalo do mensalão, era sócio das duas empresas.

O senador declarou que o responsável pela falsificação seria Nilton Antônio Monteiro. E ressaltou que solicitou, em janeiro de 2007, uma investigação da polícia mineira para apurar a denúncia.

Quanto aos patrocínios mencionados no inquérito, Azeredo disse que não autorizou nenhum deles e que “não há documento algum que prove o contrário”. O senador comentou ainda sobre as ligações telefônicas que teriam ocorrido entre ele e Marcos Valério.

“Foram registradas 58 ligações dele [Marcos Valério] para mim. Mas omitiu-se que isso ocorreu num período de cinco anos após a eleição de 1998. Isso não é prova de “relacionamento próximo” – argumentou ele, acrescentando que, “desse total, cerca de 30 chamadas foram completadas e apenas duas tiveram o retorno de minha parte”.

(Diário do Grande ABC)

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