Sandra sustenta que sumiram cartões de crédito e dólares de Maria. Infraero e TAM têm versões divergentes sobre o que aconteceu.

A filha da passageira que morreu no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas, está revoltada com o tratamento que a sua mãe, Maria Petrúcia Ribeiro da Silva, de 68 anos, e sua família receberam tanto da Infraero quanto da TAM, a companhia transportadora.

Sandra Williams, de 37 anos, diz que houve omissão de socorro e que desapareceram U$ 8 mil dólares que Maria tinha numa bolsa presa à calça, além de cartões de crédito. A passageira era hipertensa, segundo a filha.

Em nota oficial, a TAM atribuiu a demora no atendimento médico à Infraero, que teria sido avisada às 5h05. Em comunicado, a Infraero informa que somente 30 minutos depois ao horário registrado pela companhia área, às 5h35, foi avisada de que a passageira precisava de atendimento. Diz ainda que abriu sindicância interna para apurar os fatos.

O corpo de Maria foi levado para o Instituto Médico Legal, que deverá estabelecer, por meio da necropsia, o horário e a causa do óbito.

Omissão de socorro

Sandra, que mora nos Estados Unidos, sustenta que a mãe dela não teve atendimento adequado ao desembarcar do avião, embora a idosa tenha se queixado de problemas por volta das 2h00, durante o vôo (a nota oficial da TAM informa que o desembarque foi às 5h28):

“Ela dizia não se sentir bem. Deram água pra ela. Ela tomou o remédio da pressão. E, quando ela saiu do avião, quando o avião aterrissou, ela andou, saiu pela porta, andou e desmaiou”.

Sandra, que vive nos Estados Unidos, onde trabalha numa companhia aérea, acha que a omissão se deu neste momento: “Quando (ela) disse que estava doente,  eles tinham que já ter esse médico aí esperando ela sair do aeroporto. Eles tinham que já estar ali. E não estavam”. Ela acrescenta:

“Acho que faltou comunicação. Eles tinham que ter chamado o médico na hora, porque minha mãe tem 68 anos. E alguém de idade dizendo que não está se sentindo bem… Um médico tem que estar esperando. Se eles estivessem ali, talvez ela ainda estivesse viva e eu não estaria aqui para apanhar o corpo dela”.

Sumiu dinheiro da morta, diz filha

Sandra sustenta que a sua mãe foi furtada depois de morta: “Ela estava com US$ 8 mil dentro de uma sacolinha que ela cortou e costurou. Eles rasgaram, tiraram a carteira de motorista dela, todos os cartões de crédito… Só tem mesmo o passaporte brasileiro, o passaporte americano e as besteirinhas que ela trazia dentro da bolsa. Tinha uma carteirinha com US$ 10. Ela vinha para cá pagar os impostos da casa “.

Ela reclamou da burocracia, que a impediu de ver o corpo da mãe, que está no IML, e insistiu que desapareceram o dinheiro e cartões de crédito:

“Já pedi mais de cem mil vezes (para ver o corpo da mãe). Eu disse, quando saí do avião, a primeira coisa que eu disse foi: eu quero ver o corpo da minha mãe. Depois me levaram pra lá, me levaram pra cá. Depois eu disse: Quero as coisas dela. E disseram: não, vamos fazer aqui primeiro. Fomos lá, fizemos papéis”.

“Agora, me levaram para ver as coisas da minha mãe. Quando eu abro as malas, está tudo desaparecido da bolsa dela: o dinheiro, os cartões de crédito.Abriram a carteira que ela tinha, tiraram tudo, não tinha nenhum documento dentro da carteira”.

Fonte: Noticas Uol