O Dia Mundial do Macarrão (1) foi criado no dia 25 de outubro de 1995, durante o I World Pasta Congress (Congresso Mundial de Macarrão), realizado em Roma, que reuniu os principais fabricantes do mundo. Desde então, a data é comemorada no mundo com o objetivo de difundir os benefícios do macarrão e aumentar o consumo per capita.

No Brasil (2), há gerações, o macarrão deixou de ser consumido só pelos imigrantes italianos e seus descendentes para entrar na dieta alimentar de milhões de brasileiros. Mas quantos, entre nós, saberiam responder à pergunta: quando, onde e quem “inventou” o macarrão? Até não muito tempo atrás a lenda falava que o mercador veneziano Marco Polo (1254-1324), voltando da China, teria introduzido esse alimento na culinária italiana. Entretanto, existem provas que mostram que tudo começou antes e em outro lugar…

A mistura de água e farinha de trigo duro (triticum durum) era já conhecida na Mesopotâmia e na área do Mar Mediterrâneo desde 1.000 a.C. Mas é na Sicília (no Sul da Itália) do século XII que a realidade prevalece sobre a lenda. Em 1154 o geógrafo árabe al-Idrisi presenteia o rei normando Rogério II da Sicília com um livro, no qual ele descreve que “… no vilarejo de Trabia fabrica-se uma massa filiforme, a itriya (ainda hoje, em algumas áreas do sul da Itália, usa-se a palavra tria ao invés de pasta), e expedem-se grandes cargas em navios para o resto da península e outros paises do mundo islâmico…”. Deduz-se, então, que se essa massa podia viajar durante semanas sem se deteriorar, só podia ser na forma de massa seca, isto é, mistura de água e farinha de trigo duro colocada ao sol escaldante daquela região. Assim nasceu o macarrão que conhecemos hoje!

A partir desse momento, outros documentos provam a difusão do macarrão ao longo do tempo pela península italiana e que mais tarde se espalhará no mundo inteiro (3).

Pelo décimo ano, Natal comemorou o Dia Internacional do Macarrão com o evento “È Ora di Pasta!” – 10ª Festa do Macarrão, promovido pelo Centro di Cultura Italiana Madrelingua. O evento foi articulado em duas partes: uma mostra (documentos, gravuras e fotos), exibida nos locais do Centro, que permitiu conhecer a verdadeira história deste alimento; e uma seleção de massas preparadas pelo chef Rodrigo Carvalho recém voltado da Itália.

Fonte: Tribuna do Norte