As obras de preparação de uma área no quebra-mar do Terminal de Múltiplas Utilidades do Pecém (TMUT) para abrigar uma usina-piloto de produção de energia elétrica a partir das ondas do mar estão em andamento, devendo ficar prontas ainda este ano.

O “engordamento” de uma área na parte leste do quebra-mar em cerca de 200 metros quadrados receberá as estacas nas quais serão montadas as pás da usina. O equipamento acoplado ainda é um protótipo de uma usina de dessalinização de água do mar.

Segundo o coordenador de Energia e Comunicações da Secretaria de Infraestrutura, Renato Rolim, a previsão é de que o protótipo funcione por três anos, para avaliação da tecnologia que aproveita a regularidade dos ventos e frequência das ondas do mar no litoral cearense para a produção de energia elétrica.

A produção de 100 kW é o equivalente ao consumo de 60 casas do padrão médio de consumo de energia elétrica no estado e mesmo em fase de pesquisa gerará energia suficiente para ser aproveitada. “O projeto é mais um avanço do Ceará na área da energia renovável que, a exemplo, da eólica, torna o estado pioneiro na produção deste tipo de energia, além de caminhar para a auto-suficiência cearense na produção de energia”, reforçou.

A implantação dos protótipos prevê a aplicação de recursos no valor de R$ 1 milhão por parte do estado e R$ 11 milhões da Aneel, oriundos do item Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologias da Tractebel, a serem investidos na fabricação, instalação e monitoramento das duas células da Usina de Ondas e de mais um braço para o dessalinizador.

Uma das vantagens da usina de ondas é o seu baixo impacto ambiental, se comparado às demais formas de produção de energia já existentes, pois se trata de uma fonte limpa de energia e não necessita represar a água. A usina de ondas funciona com a ajuda de flutuadores que ficam submersos no mar presos à usina por meio de dois braços metálicos. Com o movimento das ondas, esses blocos também se movem e produzem força para bombear a água do mar para reservatórios dentro da usina.

A água terá sua pressão aumentada em uma câmara hiperbárica, fazendo com que o jato d’água saia do compartimento com uma força equivalente à de uma queda d’água de 500 metros de altura. Esse jato move uma turbina, que gera finalmente a energia, repassada depois, para o sistema de distribuição.

As informações são sa Assessoria de Imprensa da Secretaria de Infraestrutura do Ceará.

Fonte: Tendência e Mercado