Os sindicalistas saíram descontentes da reunião com a superintendência do Banco do Brasil (BB), na tarde desta quarta-feira, quando foram oficialmente comunicados sobre o fechamento de 68 agências do Besc no Estado.

Segundo os dirigentes, a postura do BB foi unilateral, e a decisão, tratada como irreversível.

— Só com pressão a gente vai conseguir reverter a medida. Por isso, vamos marcar audiências públicas nas câmaras de vereadores para buscar apoio junto às prefeituras dos municípios atingidos. Também vamos fazer campanhas para conscientizar a população e os governos estadual e federal — anunciou o dirigente sindical do Besc e assessor do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (Seeb), Milano Cardoso Cavalcante.

Números – De acordo com Cavalcante, o banco não forneceu os dados sobre quantos funcionários serão atingidos com a medida. Mas os sindicatos das várias regiões do Estado vão fazer este levantamento. A maior preocupação é com transferências de pessoal.

— O BB garante que não vai forçar transferências, mas deixou claro que não vai aumentar o número de caixas nas agências do BB que vai integrar as unidades fechadas do Besc. Não entendemos onde vão ser recolocados os funcionários — disse.

Oportunidades em outros municípios
–  Cavalcante destacou que, pela forma como foi apresentada a mudança, as oportunidades para os funcionários das agências fechadas vão surgir em outros municípios e, quem quiser permanecer na sua cidade, vai ficar como escriturário, o cargo mais baixo dos bancários, sem possibilidade de crescimento profissional.

— Eles disseram que ocorrerão promoções, mas sabemos que será uma ou duas apenas. Não ficamos satisfeitos e vamos buscar apoio — alertou.

Fonte: Clic Rbs