Dezesseis aeroportos do país devem ter a capacidade aumentada em 66,4% até a Copa do Mundo de 2014. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), serão investidos R$ 7,1 bilhões em reformas e obras de ampliação dos terminais de carga e de passageiros que atenderão os turistas das 12 cidades-sede (Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo).

As administrações das cidades-sede estimam investir R$ 79,4 bilhões em obras de infra-estrutura necessárias para que o Brasil se coloque em condições de receber a competição. O Ministério do Esporte não trabalha com uma estimativa fechada de custo da Copa 2014.

Calendário apertado – Os aeroportos Afonso Pena (PR), Galeão (RJ), Santos Dumont (RJ), Cumbica (SP), Eduardo Gomes (AM) e Internacional de Salvador (BA) são os únicos que devem ter obras a serem concluídas no ano da competição. Os demais já estarão prontos. O prazo máximo de conclusão das obras estipulado pela Infraero é abril de 2014.

Estão previstos trabalhos de reforma e ampliação de terminais de passageiros e de carga, aumento da capacidade de garagem e dos estacionamentos, reparos nas pistas e otimização das áreas de taxiamento das aeronaves.

Capacidade de passageiros – O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, tem capacidade de 20,5 milhões de passageiros por ano. Com as obras, poderá receber um fluxo anual de 30,5 milhões de usuários. O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, vai passar de 12 milhões para 15 milhões/ano. O terminal de Viracopos, em Campinas (SP), passará de 3,5 milhões para 5 milhões/ano.

No Rio de Janeiro, o Aeroportos do Galeão tem capacidade para 18 milhões de usuários/ano e vai passar a suportar um fluxo de 26 milhões de passageiros anualmente.

Em Minas Gerais, o Aeroporto de Confins vai passar de 5 milhões para 8,5 milhões de passageiros no ano.

O Aeroporto de Brasília vai ter a capacidade aumentada de 10 milhões para 25 milhões de usuários/ano. O Aeroporto de Porto Alegre deve passar de 4 milhões para 10 milhões de passageiros todos os anos. Em Curitiba, o aumento vai ser de 6 milhões para 8 milhões de usuários.

Em Fortaleza, o fluxo deve aumentar de 3 milhões para 8 milhões por ano. Em Manaus, o crescimento previsto é de 2,5 milhões para 8 milhões de usuários. Em Cuiabá, o fluxo deve crescer de 1,6 milhão para 2,3 milhões por ano.

Os aeroportos de Santos Dumont (RJ), Pampulha (MG), Recife e Salvador permanecerão com as capacidades atuais.

Demanda de passageiros – Apesar do aumento da capacidade, a Infraero diz que cada um dos aeroportos vai atender a uma demanda inferior à capacidade que será atingida com as obras.

A Superintendência da Infraero informou que o plano de investimento nos aeroportos foi feito de acordo com a demanda estimada de fluxo de passageiros em cada um dos terminais em até 20 anos. O estudo é feito pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).

No Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), há obras programadas para 50 estabelecimentos aeroportuários do país, segundo a Infraero.

Fonte: G1