Segundo o MEC, das 27 unidades da Federação, o Ceará aparece em 23º lugar, com salários médios de R$ 1.146. Aparece à frente de Pernambuco, Paraíba, Piauí e Bahia

Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) ontem mostram que um professor da educação básica da rede pública de Pernambuco recebe como salário menos de um terço do que é pago ao mesmo profissional que trabalha no Distrito Federal. Enquanto o docente pernambucano embolsa, em média, R$ 982 por mês, o de Brasília ganha R$ 3.360, ambos com uma carga de 40 horas semanais.

O levantamento levou em conta a média dos salários pagos em 2008 aos 1.984.837 professores que dão aulas nas redes públicas estaduais e municipais do País, com base em 40 aulas semanais. Foram incluídas nesse cálculo as gratificações. A média paga no Brasil a esses profissionais é de R$ 1.518,26. Em 16 estados, os professores recebem um valor menor.

O Ceará é um desses Estados. Das 27 unidades da Federação, o Ceará aparece em 23º lugar, com salários médios de R$ 1.146. Aparece à frente apenas de Pernambuco, Paraíba, Piauí e Bahia. Os oito piores salários são pagos no Nordeste. Apenas um Estado da Região, Sergipe, aparece com uma renda acima da média nacional, com R$ 1.611 (em 10º lugar). O Estado, por sinal, foi o que teve o maior aumento nos últimos cinco anos – o salário pago em 2003 era de R$ 719 -, com um crescimento de mais de 100% nesse período.

Em 2003, a média nacional era de R$ 919,84, o que mostra um crescimento de 65% nos valores pagos aos docentes nos últimos cinco anos.

O Estado com o menor aumento no período foi o Amapá, que subiu de R$ 1.194 para R$ 1.615, um aumento de 35%, mas que o coloca na nona posição.

O levantamento do MEC também comparou o nível salarial dos professores sem curso superior com aqueles que pelo menos possuem ensino universitário incompleto. Com mais estudo, a média salarial brasileira sobe para R$ 1.612,32, um crescimento de 6%. Isso quer dizer que os professores da educação básica que cursam ou concluíram uma faculdade percebem R$ 94 reais a mais por mês em relação aos colegas que têm apenas ensino médio. O Estado onde está a maior diferença é o Amapá, onde o curso superior representa um aumento de R$ 275 no salário.

Fonte: O Povo Online