A presidente da CPI da Corrupção na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputada Stela Farias (PT), apresentou hoje ao Ministério Público de Contas novos documentos para serem anexados na representação feita contra a governadora gaúcha, Yeda Crusius (PSDB).

Na primeira representação, a petista acusava Yeda de usar dinheiro público para pagar contas pessoais.

Hoje, a deputada apresentou documentos que mostrariam que Yeda comprou roupas de cama, mesa e banho numa loja de Porto Alegre (RS). A conta somou R$ 3.140, segundo a petista.

“Todos são artigos de luxo adquiridos com dinheiro público, sem tomada de preço e sem justificativa, comprados em uma loja de artigos sofisticados e cujo destino é desconhecido, o que mostra, mais uma vez, a confusão que a governadora faz entre o público e o privado”, disse a deputada do PT.

Ela diz que as compras nessa mesma loja somaram R$ 31 mil. Para a petista, as compras foram fracionadas para fugir da exigência de licitação para valores superiores a R$ 8.000. A reportagem não conseguiu falar com a assessoria de Yeda.

A bancada do PT acusou a governadora de usar dinheiro público para pagar despesas como festas infantis, compra de piso emborrachado para sua casa, móveis infantis e R$ 62 mil em alimentos.

Na ocasião, o governo gaúcho explicou por meio de nota que é “totalmente legal” a compra de bens e serviços necessários para o local onde a governadora mora, e que os bens tiveram processo de compra e pagamento aprovados e estão registrados no patrimônio público, com termo de responsabilidade.

“Está claro, portanto, que a ação do governo é legal e transparente, amplamente documentada. A publicação distorcida de fatos, além de descabida e inaceitável, é mais uma oportunidade para confirmar a insidiosa tentativa de desqualificar o governo, agredir a tradição de honradez e correção dos gaúchos e contribuir para o enfraquecimento da imagem do Estado”, diz a nota.

Yeda já é investigada na Assembleia Legislativa, onde tramita a CPI da Corrupção e um pedido de impeachment, cujo relatório final será apreciado pela comissão especial nesta quinta-feira.

A governadora também foi alvo de uma ação movida pelo Ministério Público Federal onde é acusada de envolvimento no suposto esquema que desviou mais de R$ 40 milhões do Detran-RS.

Fonte: Folha Online