A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) contrariou mais uma vez as análises que previam uma jornada de baixa para o mercado brasileiro. Amparada por notícias positivas da economia doméstica, e com um cenário externo favorável (Bolsas americanas em alta), a Bolsa brasileira emendou seu quinto pregão consecutivo de ganhos, e renovou, novamente, o recorde de “preço” neste ano. Investidores focaram nas ações da Petrobras e Vale, que juntas movimentaram mais de R$ 1,3 bilhão em negócios.

O Ibovespa, termômetro das operações da Bolsa, subiu 0,76% no fechamento, aos 66.703 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,38 bilhões, bem acima da média de setembro, de R$ 5,33 bilhões/dia). Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em alta de 0,47%, também na sua maior pontuação deste ano.

A taxa de câmbio, que já cai há cinco dias, encerrou o dia a R$ 1,700, a menor cotação desde 3 de setembro de 2008. A data é anterior ao início da pior fase da crise global, marcada pela quebra do banco Lehman Brothers. O risco-país bateu os 207 pontos, praticamente estável sobre a pontuação anterior.

O gerente da Confidence Câmbio (especializada em câmbio turismo), Felipe Pellegrini, não descarta a possibilidade da taxa cambial chegar a R$ 1,60 “num momento de euforia no mercado”. “O mercado deve testar a cotação de R$ 1,65 nos próximos dias”, avalia o profissional da mesa de operações da corretora.

Fonte: Folha Online