Em assembleias realizadas no final da tarde desta quarta-feira, os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram recusar a proposta salarial do banco, apresentada na terça, e continuar em greve. A paralisação, iniciada no último dia 24, entra amanhã em seu 22º dia.

Os funcionários não gostaram da contraproposta da instituição em relação ao plano de cargo e salários e do desconto dos dias parados, enquanto propõem a compensação em horas trabalhadas a mais, como nas greves anteriores, segundo o delegado sindical Renato Caldas.

Na semana passada, os funcionários dos bancos privados encerraram a greve. A proposta dos bancos prevê um reajuste de 6% (aumento real de 1,5%) e aumento na participação em lucros e resultados (PLR).

Renato Caldas reconhece que houve avanços na negociação retomada ontem com a diretoria da Caixa, mas salienta que algumas reivindicações da categoria estão longe de serem atendidas, como o aumento do quadro de pessoal, por exemplo.

O sindicalista lembra que a CEF acenou com a contratação de mais 3 mil funcionários, “mas isso não dá nem uma pessoa a mais por agência”. Um número razoável, segundo ele, seria em torno de 10 mil novos funcionários, como anunciou o Banco do Brasil.

Nova assembleia foi marcada para as 17 horas desta quinta-feira, no Sindicato dos Bancários do Ceará, em Fortaleza, para avaliar os possíveis avanços nas negociações com a diretoria da Caixa. Entre elas, uma negociação diferenciada sobre a participação nos resultados e lucros da instituição.

Fonte: Folha Online