Roraima, Sergipe e Amapá são os Estados que menos avançaram no combate ao tráfico ilegal de armas nos últimos dez anos, segundo relatório elaborado e divulgado pela Sub-Comissão de Armas e Munições da Câmara dos Deputados. Pelos mesmos critérios, Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro foram os melhores no controle de armas de fogo nos últimos dez anos. 

Ranking dos Estados

Distrito Federal 100
Rio de Janeiro 95,5
São Paulo 93,4
Pernambuco 91,6
Tocantins 88
Espírito Santo 83,3
Alagoas 82
Bahia 78,3
Rio Grande do Sul 77
Paraná 74,9
Mato Grosso do Sul 74
Pará 70,1
Piauí 65,3
Goiás 64
Maranhão 59,3
Minas Gerais 46,8
Mato Grosso 40,7
Acre 39
Roraima 26,8
Ceará 19,8
Rio Grande do Norte 19,7
Paraíba 19,5
Santa Catarina 19,2
Amazonas 10,3

O ranking leva em consideração o controle das armas feito pelas Unidades da Federação e a adesão da população a campanhas de desarmamento.

Segundo Antonio Rangel, da ONG Viva Rio, o objetivo do ranking é pressionar as Unidades da Federação a terem maior controle sobre as armas.

Pelos dados obtidos pela subcomissão junto às secretarias estaduais, o Rio de Janeiro é o Estado em que mais armas de fogo foram apreendidas nos últimos dez anos.

O estudo, feito com o apoio do Ministério da Justiça, mostra que 238.311 armas foram devolvidas no país, segundo os dados obtidos pela comissão e enviados pelas secretarias estaduais. O Rio de Janeiro concentra mais da metade dessas armas -140.624 foram recolhidas no Estado.

Apesar do bom desempenho do Rio de Janeiro, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) ponderou que boa parte das armas utilizadas pelo crime organizado vem de outros Estados, principalmente do Mato Grosso.

“Não há possibilidade de existir o controle das armas de fogo do Rio de Janeiro se não houver nos outros Estados”, disse ele, defendendo que haja uma política nacional mais forte de controle de armas. “Se Brasília e Rio podem fazer bem, por que o Piauí não pode? Essa comparação importa porque somos o mesmo país, temos o mesmo Ministério da Justiça. Por que alguns estados fizeram seu dever de casa e outros não.”

Rangel disse que a simples devolução das armas não significa a solução dos problemas. Segundo ele, fatam depósitos centralizados e com segurança e as armas costumam ser guardadas em delegacias e cartórios sem a proteção devida.

Fonte: Noticias Uol