O número de famílias com rendimento familiar per capita de até meio salário mínimo caiu de 32,4% para 22,6%, em dez anos. No entanto, em 2008, metade das famílias brasileiras ainda vivia com R$ 415 ou menos. O quinto de famílias mais ricas teve sua fatia de renda reduzida, de 63,3% , em 2002, para 58,4% no ano passado. A luz dos Indicadores Sociais divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (9), pergunta-se: quantos governos LULA o Brasil precisaria para deixar de ser o pais da iniquidade?

O mapa acima mostra um dos flagrantes da injustiça social. Em 25 das 27 unidades da Federação, mais de um terço das famílias têm renda igual ou menor que um salário mínimo. As exceções são São Paulo, onde este percentual é de 32,2%, e Santa Catarina, onde fica em 32,4%. Em compensação, no Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, mais de dois terços das famílias estão na faixa até um mínimo.
Mortalidade infantil recuou 30% em 10 anos

A expectativa de vida no Brasil cresceu 3,3 anos de 1998 a 2008, chegando à média de 73 anos. As mulheres aumentaram a expectativa de vida de 73,6 para 76,8 anos e os homens de 65,9 para 69,3 anos. Mais expressiva foi queda da mortalidade infantil, de 30% em dez anos.
Brasil já tem mais idosos que Alemanha

Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram uma lenta melhoria. Em 2002, o quinto mais pobre das famílias brasileiras ficava com apenas 2,7% da renda total; no ano passado, evoluira para… 3,3%. Todos os quintis (fatias de um quinto) engordaram modestamente suas participações, exceto o mais rico, que recuou 3,7 pontos.

Em dez anos, a participação das mulheres no mercado de trabalho cresceu de 42,0% para 47,2%. E diminuiu de 11,5% para 6,4% o percentual de meninas de 10 a 15 anos que trabalhavam. No entanto, 136 mil delas ainda trabalhavam como empregadas domésticas em 2008.

Dobrou a proporção dos jovens cursando o ensino superior: de 6,9% para 13,9%. Porém em 2008 dois terços dos jovens brancos e menos de um terço dos pretos e pardos cursavam o nível superior; 14,7% dos brancos e somente 4,7% dos pretos e pardos adultos tinham superior completo. Entre o 1% com o maior rendimento familiar per capita na população brasileira, apenas 15% eram pretos ou pardos.

Em 2008, o Brasil já contava com 21 milhões de idosos. Em números absolutos, esta população com mais de sessenta anos já superava a da França, Inglaterra ou Alemanha. Mas, ao contrário desses países, 32,2% dos idosos brasileiros não sabiam ler e 51,4% eram analfabetos funcionais.

Fonte: Vermelho com IBGE adaptado