Enquanto o Brasil encolheu 1,46% durante a crise econômica mundial, a região Nordeste cresceu 2,2% no primeiro semestre de 2009. O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, Ceará e Bahia registrou bons níveis, com alta de 3,8%, 2,8% e 1,6%, respectivamente, segundo a Datamétrica Consultoria.

A consultora de Pernambuco, especializada na economia nordestina, analisou os PIBs e as variáveis de impostos (federais e estaduais), comércio, movimentação bancária e produção industrial. Outros estados como Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão também passaram bem pela crise, a partir dos indicadores. A arrecadação do ICMS desse grupo subiu 7,3% nos últimos sete meses, enquanto no Nordeste houve um acréscimo de 3,87% e no Brasil, de apenas 1,66%. No mesmo período, o comércio deles avançou 5,4%, do Nordeste, 5,6%, e em todo o País, 4,6%.

“De certa maneira, o Nordeste bancou a política anticrise de outras regiões brasileiras, já que a maioria das empresas dos setores em que houve redução do IPI fica no Sudeste e Sul”, afirmou o presidente da Datamétrica, Alexandre Rands Barros. Segundo o professor de economia Rands, da Universidade Federal de Pernambuco, três fatores foram fundamentais para que a região tenha crescido mais que o Brasil na crise. As exportações (para fora e para estados do Sul e Sudeste); a insegurança das indústrias, sobretudo as de bens de capital; e a insistênsia do consumidor, que continuou comprando.

Fonte: Estadão