A Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira, mostra que em relação à taxa de analfabetismo funcional, houve redução mais expressiva para pretos e pardos que para brancos, entre 1997/2007. No entanto, a desigualdade em favor dos brancos se mantém.

Em 2007, a taxa de analfabetismo funcional para essa população (16,1%) era mais de dez pontos percentuais menor que a de pretos e pardos (27,5%) – sendo que essa taxa dos pretos e pardos ainda está mais alta do que as dos brancos de dez anos atrás, diz o estudo.

De acordo com Ana Lucia Sabóia, gerente de indicadores sociais IBGE, o analfabetismo funcional entre negros e pardos diminuiu porque a situação melhorou para todo mundo e como os pretos e pardos viviam uma situação pior no passado, isto fica mais aparente entre eles. Além disso, mais pessoas se disseram pretas ou pardas, o que mostra uma mudança na percepção de identidade das pessoas.

Segundo informações do IBGE, outra maneira de pensar sobre a questão a questão é observar a distribuição por cor ou raça da população que freqüenta escola com idades entre 15 e 24 anos. Na faixa de 15 a 17 anos de idade, cerca de 85,2% dos brancos estavam estudando, sendo que 58,7% destes freqüentavam o nível médio, adequado a esse grupo etário.

Já entre os pretos e pardos, 79,8% frequentavam a escola, mas apenas 39,4% estavam no nível médio. Por outro lado, enquanto o percentual de brancos entre os estudantes de 18 a 24 anos no nível superior era de 57,9%, o de pretos e pardos era de cerca de 25%.

Segundo o estudo, a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais também apresentar uma vantagem de em torno de dois anos para brancos (8,1 anos de estudos) em relação a pretos e pardos (6,3), diferença que vem se mantendo constante.

Fonte: Portal Terra