O clima ficou pesado nesta quinta-feira, 8, pela manhã, na Câmara Municipal de Fortaleza. O vereador Marcelo Mendes (PTC) fez críticas à prefeita Luizianne Lins (PT) por ter chamado de “blefe” o relatório do Tribunal de Contas da União apontando irregularidades financeiras na construção do Hospital da Mulher em Fortaleza. “A prefeita jamais poderia ter chamado o relatório de blefe. Blefe significa mentira e o relatório só aponta verdades”, disse Marcelo Mendes referindo-se aos quase R$ 5 milhões apontados como superfaturamento na obra de construção do hospital.

“Não venha apontar seu dedo sujo para a prefeita”, interrompeu o vereador Acrísio Sena (PT), lembrando que as contas dele, que foi secretário de regional, ainda estão em julgamento como as contas do Imparh e da prefeita. Acrísio disse que Marcelo não tem moral para fazer acusações.

Eu trago seus processos do escândalo da Finatec”, disse Marcelo Mendes, citando o caso Finatec, um convênio de R$ 4,6 milhões com superfaturamento apontado de R$ 1,4 milhão pelo Ministério Público do Distrito Federal. O convênio entre o Imparh, à época presidido por Acrísio Sena, e a Finatec, contratou consultoria para a Prefeitura de Fortaleza. Em nome da Prefeitura, via Imparh do qual era presidente, Acrísio Sena foi quem assinou o contrato com a Finatec, ligada à UnB.

Com acusações mútuas, os dois vereadores foram acalmados pelos seus colegas em plenário depois de um bate-boca de mais de cinco minutos. Em seguida, Marcelo Mendes entrou com requerimento junto à Mesa da Câmara pedindo que seja convidado o relator do Tribunal de Contas da União para explicar as irregularidades apontadas no relatório. “Quero que o TCU venha aqui na Câmara mostrar onde está o blefe”, disse Marcelo Mendes.

Acrísio, disseram alguns dos seus colegas de Casa, após a confusão toda, precisa pagar direitos autorais ao senador Tasso Jereissati (PSDB) pela frase que usou contra Mendes – “não aponte dedo sujo pra mim”. Essa frase Tasso usou quando de um bate-boca no Senado com Renan Calheiros (PMDB-AL).

Fonte: O Povo Online