A jornalista e professora Adísia Sá, integrante do Conselho e Ética da Fenaj, assina artigo no O POVO desta terça-feira abordando o episódio da matéria veiculada na revista Veja sobre a cidade de Sobral. O título – The United States of Sobral, foi considerado fruto de pena mercenária. Confira:

Digo sempre: não há pequenos e grandes jornais, mas grandes e pequenos jornalistas. Veja de 30 de setembro do corrente ano, se apequenou ao abrir suas páginas para a matéria “The United States of Sobral“. Não falo em “censura“, em absoluto, mas do descuidar-se na seleção de seus colaboradores. Veja não merecia quem subscreveu aquele texto.Ao procurar atingir figuras da política filhas de Sobral , no caso Ciro e Cid , da família Ferreira Gomes , empregando o deboche como ingrediente do que faltara na escrita, o autor da matéria não criou piada, nem mereceu ser assunto no “beco da poeira“: evaporou-se como a sua desidratada produção. O sobralense tem requintado senso de humor e disto faz uso, não para atingir os outros, mas para enfatizar suas fraquezas ou manias. Ninguém como o sobralense brinca com as virtudes e os defeitos, não dos “outros“ , mas os seus. Pena mercenária, o autor da matéria das páginas 144 , 145 e 146 da Veja procurou ironizar aquilo que desconhece e agradar a seu patrono .

Não vou defender Sobral dizendo que os ônibus com a inscrição School Bus são atestado insofismável da educação de seu povo. O que se poderia dizer de quem, recebendo um presente, ignorasse quem o enviou? Mas disto não entende o autor da gracinha fora de hora. Por falar nisto, o caminho que o “escritor“ tomou para ser falado, foi o mais deplorável: atraiu para si a indignação de quem se engrandece pelas virtudes e qualidades que possui e não pelos defeitos de quem o procura atingir.

Para aparecer, o fulano de tal achou de envolver nas suas mal “traçadas linhas“ a Serra da Meruoca, com certeza por ele não visitada, mas pelo prazer de amesquinhar, além do povo, a terra sobralense. Sem mais o que “dizer“, o albergado da Veja tenta envolver a figura cultuada de dom José Tupinambá da Frota, apontado como profeta da era Ferreira Gomes.

Fulano de tal procurou: está na boca de todos. Impublicavelmente conseguiu.

Adísia Sá – Jornalista

Fonte: O Povo Online