A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou nesta noite que o nono dia da greve nacional dos bancários teve 7.053 agências paralisadas em todo o País – 109 a mais do que no dia anterior.

Segundo a entidade, os dados sobre o movimento são baseados em informações enviadas até às 19h30 (de Brasília), pelos 134 sindicatos ligados ao Comando Nacional dos Bancários.

“Nas frustradas negociações entre o Comando Nacional e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancários), realizadas nesta quinta e sexta-feira, os bancos mais uma vez insistiram em reduzir a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), não querem conceder aumento real, se recusam a dar garantias de emprego e se negam a valorizar os pisos salariais e a melhorar as condições de saúde, segurança e trabalho”, informou a Contraf-CUT em nota.

“Em razão da intransigência dos banqueiros, o Comando Nacional orientou os sindicatos a fortalecerem ainda mais o movimento a partir de segunda-feira, 5, 12º dia de greve”, disse ainda a entidade.

A categoria está em negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pede, segundo sua confederação, aumento de 10% nos salários, Participação de Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 3.850 para cada trabalhador, além da “valorização dos pisos salariais, preservação do emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral”.

Sobre o impasse nas negociações terminadas nesta sexta, a Fenaban informou, por meio de nota, que será necessário reduzir as diferenças entre as propostas para alcançar um acordo. “Após exaustivas discussões que se estenderam por quinta e sexta-feira, as posições ainda apresentavam diferenças que precisam ser reduzidas para se chegar a um acordo final, dado que as alterações indicadas pelos sindicatos não se adequam à fórmula de participação nos lucros e resultados construída em conjunto, em 2006, e vigente até agora”, afirmou a entidade patronal.

Fonte: Invertia