Padang (Indonésia), 2 out (EFE).- O governo da Indonésia estimou hoje em 3 mil o número de pessoas que estão mortas sob os edifícios destruídos pelo terremoto de 7,6 graus na escala Richter que atingiu a ilha de Sumatra há dois dias.

Além disso, segundo fontes do ministério da Saúde, há 715 mortos e 2.400 feridos, embora a ONU calcule 1.100 mortes.

Pelo menos 20 mil edifícios foram derrubados pelo terremoto ou sofreram danos em Padang, capital da província de Sumatra Ocidental, e seus arredores.

Equipes de salvamento da Indonésia e voluntários de outros países trabalham na busca por desaparecidos, no atendimento a desabrigados e na remoção de escombros.

“A situação na cidade de Padang é ruim, mas não devemos esquecer das zonas rurais próximas, onde vilas inteiras ficaram devastadas”, advertiu em Genebra a coordenadora de operações da Federação Internacional da Cruz Vermelha, Christine South.

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, pediu paciência aos familiares e amigos dos desaparecidos, e lhes garantiu que “ainda há esperança”.

Um menino que estava em uma escola destruída em Padang foi resgatado após 40 horas soterrado sob os escombros e relatou que muitos de seus colegas estavam vivos.

A Indonésia se situa sobre o chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é sacudida por cerca de 7 mil tremores por ano, moderados em sua maioria.

Em 2006, aproximadamente 6 mil pessoas morreram em um terremoto na cidade de Yogyakarta, na ilha de Java. Dois anos antes, houve 170 mil mortes, no norte de Sumatra por uma tsunami.

Fonte: G1