Rio de Janeiro, 2 out (EFE).- A produção industrial nacional cresceu em agosto 1,2% em relação a julho, com o que completou oito meses consecutivos de aumento, mas ainda está muito abaixo do nível registrado no mesmo mês do ano passado.

A produção das fábricas em agosto foi 7,2% inferior à do mesmo mês de 2008, no que foi a décima queda consecutiva nessa comparação, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O índice da queda da produção em julho frente ao mesmo mês do ano passado, no entanto, foi o menor nessa comparação desde o registrado em novembro de 2008 (-6,4%).

A produção acumulada nos primeiros oito meses do ano foi 12,1% inferior à do mesmo período de 2009, mas a acumulada nos últimos 12 meses até agosto, registra uma queda de 8,9% em comparação com a medida entre setembro de 2007 e agosto de 2008.

Os números, segundo o IBGE, são indicadores de uma recuperação do setor industrial, o mais afetado pela crise econômica global, já que até julho a queda da produção acumulada no ano era de 12,8%.

Os dados de agosto “confirmam a continuidade da tendência à expansão da atividade industrial iniciada em janeiro”, segundo um comunicado do IBGE.

Mas o aumento de 13,5% na produção das fábricas entre janeiro e agosto deste ano ainda não foi suficiente para compensar a queda de 20,2% que o setor encaixou entre setembro e dezembro de 2008 como consequência da crise.

A redução da demanda internacional, a escassez do crédito e os temores dos empresários nos últimos meses do ano passado obrigaram várias indústrias a reduzir sua produção, diminuir o número de turnos, demitir milhares de empregados e suspender investimentos previstos.

Os setores cuja produção subiu mais entre julho e agosto foram os de automóveis (3,2%), refino de petróleo e produção de etanol (3,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicação (9,1%) e metalurgia básica (2,7%).

Na comparação com o mês imediatamente anterior, sofreram quedas significativas de produção os setores de equipamentos de transporte (-4,2%), farmacêutica (-2,4%) e perfumaria e produtos de limpeza (-3,6%).

Fonte: Ultimo Segundo