O Rio de Janeiro superou os projetos de Madri, Tóquio e Chicago, cidades mais desenvolvidas estruturalmente, e foi eleito sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A cidade que sequer havia chegado à final em duas eleições anteriores superou candidaturas consideradas superiores há dois anos, e vai organizar o evento inédito.

Confira abaixo o que fez o COI eleger o Rio como sede dos Jogos:

– Apoio popular:
Com 85% da preferência, a candidatura do Rio de Janeiro era a mais aceita pela população local, fator importante na avaliação do COI.

– Rodízio de sedes:
Amplamente explorado pelo Comitê de Candidatura carioca, o fato de que a América do Sul e o Brasil nunca tinham sediado os Jogos pesou na avaliação dos membros do COI, já que Espanha, EUA e Japão já tiveram o privilégio.

– Apoio governamental: A falta de aval do Estado nunca foi um problema para o Rio. O esporte é parte fundamental no projeto de governo de Lula, que se comprometeu a arcar com todos os custos do evento.

– Campanha de marketing: O Brasil se aliou, extra-oficialmente, a Michael Payne, ex-diretor de marketing do COI. O executivo ajudou a aprimorar a imagem da candidatura brasileira, que conseguiu reduzir o impacto da falta de estrutura do projeto.

– Economia forte: A crise abalou a candidatura de Chicago, que não recebeu aval da população, insatisfeita com os gastos. Já o Brasil, apesar de ter sofrido com turbulência, se firma como um país estável no cenário mundial.

– Proximidade com a Copa: O país vai receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas em um espaço de dois anos, e a junção, que era vista como prejudicial anteriormente, tornou-se uma vantagem. Especialistas avaliaram que a proximidade ajuda em termos econômicos e na organização.

Fonte: Blogs Abril