“O PSDB não conseguiu evitar uma debandada dos suplentes. Pelo menos, cinco deles sairam nos últimos dias, mas não geraram nenhuma reação, ao contrário do que ocorreu na hipótese de voo dos titulares para outros partidos da base aliada do Governo Cid Gomes (PSB). Na ocasião, o líder da bancada tucana, João Jaime, alertou para os colegas que o partido iria, sim, exigir os mandatos de volta. Com tantos suplentes saindo, o caminho estaria teoricamente livre para os que ficaram assumirem. Estaria. Segundo suplente e em exercício, Vasques Landim está de saída para o PR, que tem como guru o ex-governador Lúcio Alcântara. Ele garantiu que conversou com várias pessoas, em especial, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), que teria lhe dito “tudo bem”.

O parlamentar está em exercício no lugar do deputado José Ilo Dantas(PSDB), licenciado por motivos de saúde – e remunerado. Com a saída de Vasques, a vez seria do quinto suplente, Francini Guedes. Se este cedesse, podera assumir Tânia Gurgel, fiel escudeira de Tasso.

Vasques fez questão de ressaltar que saiu por uma questão de sobrevivência política, mas que não quer perder a ligação com Tasso, nem com os demais tucanos. “Estou saindo na perspectiva de continuar na vida pública“, alegou.

O DEM – liderado pelo ex-tucano, Chiquinho Feitosa – foi o principal destino dos suplentes tucanos. Estão na lista os ex-deputados estaduais Idemar Citó e Paulo Duarte, quarto e sexto suplentes, respectivamente.

Antes, o terceiro suplente, Delegado Cavalcante, já havia trocado o PSDB pelo PDT. O sétimo suplente, Giovani Sampaio havia se desligado do PSDB e agora também trocou o PCdoB pelo PR. Luiz Pontes, primeiro suplente, continua no parido.

O presidente estadual do PSDB, Carlos Matos, disse que, “a princípio“, a posição do partido é de pedir os mandatos dos deputados que sairem. No entanto, argumentou que o partido vai analisar caso a caso. “Temos uma grande liderança, que é o senador Tasso (Jereissati), que deve ter conversas sobre o contexto político da saída“, disse.

Ele disse que a legenda vai esperar passar o prazo oficial para as mudanças de partido – para quem quer se candidatar nas eleições do próximo ano – para se pronunciar.

O dirigente tucano reclamou, contudo, que as saídas de quem se candidatou e se elegeu com o amparo do partido “não deixam de ser desleais”, mas que algumas pessoas vão por “perspectivas”. “Alguns, ilusoriamente, acham que facilita a eleição porque o PSDB tem candidatos fortes com nível eleitoral alto”, disse.

O POVO tentou contato com o líder da bancada do PSDB na Assembleia, João Jaime, pelo celular na tarde de ontem, mas estava desligado. “

Fonte: Jornal O POVO