O corredor financeiro das Avenidas Santos Dumont e Desembargador Moreira foi o palco da reivindicação na manhã desta quarta-feira, 30/9, do Sindicato dos Bancários do Ceará em época de Campanha Salarial. Conhecidas por sua importância financeira para a cidade, as vias ficaram tomadas por manifestantes em luta pela devida valorização da categoria bancária e em defesa do direito de greve. Eles entraram nas agências, informaram clientes sobre os seus direitos, convidaram bancários a participarem das assembléias e explicaram os motivos da greve. Compondo a caravana do Sindicato, bandinhas de música, emboladores e palhaços fizeram um show dentro das unidades.

O Bradesco ficou pequeno com a visita de dirigentes e apoiadores do Sindicato. Em funcionamento normal devido ao interdito proibitório conseguido pelo banco, a agência conheceu todo o barulho que apenas trabalhadores em busca de seus direitos são capazes de fazer. O diretor do Sindicato, Marcos Saraiva, ressaltou a insegurança a que os clientes da empresa são submetidos diariamente, devido a inexistência de uma porta de segurança. Ele criticou também o descumprimento, por parte do banco, da lei estadual de filas, que determina que a população pode esperar, no máximo, 15 minutos para ser atendida.

Para Gabriel Motta, diretor do SEEB/CE e funcionário do Bradesco, o banco está prejudicando tanto clientes como trabalhadores com a sua postura arrogante. “Mesmo sendo uma das instituições financeiras que mais lucra no País, o banco não repassa essa parcela para os seus funcionários. O que cobramos não é apenas uma melhoria salarial, é respeito por parte do Bradesco”.

Posteriormente, os manifestantes se dirigiram ao segundo andar do prédio, onde é realizado o atendimento a clientes “VIP”. Lá o diretor Carlos Henrique cobrou uma PLR justa, condições dignas de trabalho e o fim do assédio moral. “Os banqueiros são verdadeiros agiotas. Eles exploram toda a população e ganham bilhões por ano a nossa custa. Mas nós não vamos descansar enquanto não tivermos nossas reivindicações atendidas”, declarou.

Outro alvo dos protestos do Sindicato dos Bancários foi a Superintendência do Banco do Brasil. No último andar do prédio, apesar da grande adesão dos bancários do BB, o funcionamento era normal. O diretor do SEEB/CE, Bosco Mota, ressaltou que as reivindicações específicas do Banco do Brasil incluem a criação de um Plano de Cargos e Salários e de um plano odontológico, além do fim da lateralidade, a qual denominou de “fraude trabalhista”.

Fonte: SEEB/CE

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