Na retomada das negociações das questões específicas do Banco do Brasil realizadas nesta quarta-feira 30, no sétimo dia da greve nacional dos bancários, a empresa avançou em algumas reivindicações do funcionalismo: anunciou a contratação de três mil novos funcionários até 2010 e a criação de comitês de ética nos 27 Estados e no Distrito Federal com representação eleita pelos bancários, visando combater o assédio moral e “outros desvios comportamentais”.

O BB também propôs, na reunião realizada em São Paulo, manter o modelo de PLR em vigor e condicionou a discussão de outras reivindicações ao resultado da rodada de negociação que será realizada com a Fenaban nesta quinta-feira 1º de outubro. Nova rodada de conversação com o BB será mantida pelo Comando Nacional dos Bancários após a reunião com a Fenaban.

“Consideramos um avanço importante o banco aceitar essa antiga reivindicação do funcionalismo de que é preciso implementar uma política efetiva de combate ao assédio moral”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. “Também é positivo o BB contratar mais funcionários para melhorar as condições de trabalho, mas achamos que os três mil são um número muito baixo. E esperamos que o banco avance nas propostas sobre PCCS, na valorização dos pisos salariais, no fim da lateralidade e na PLR dos bancários da Nossa Caixa.”

Lateralidade – O Comando Nacional insistiu na mesa de negociação com o fim da prática da lateralidade, cobrando que toda substituição seja remunerada. O BB disse que está estudando a possibilidade de o primeiro gestor também passar a ser substituído conforme o definido para as agências com até sete funcionários.

Isonomia  – Em relação à isonomia, o banco anunciou que está regularizando a situação dos funcionários pós-98 no que diz respeito ao acesso de recurso do Pavas (Programa de Atendimento a Vítimas de Assaltos e Sequestros), que deixa de ser de ressarcimento e passa a ser de antecipação de recurso.

Abono-assiduidade  – Os negociadores do BB afirmaram ao Comando Nacional que o banco está analisando a possibilidade de os dias de abono-assiduidade serem cumulativos e passíveis de venda para todos os funcionários.

“Mesmo com os avanços na mesa de negociação ainda temos muitos pontos que precisam de respostas da empresa, por isso precisamos continuar mobilizados e manter a paralisação enquanto o banco não der a sua resposta final”, diz Ronaldo Zeni, representante da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Fonte: Contraf-CUT

Anúncios