Desde o dia 24 de setembro, quando os bancários de Curitiba e região deflagraram greve nacional por tempo indeterminado, os moradores das proximidades do centro administrativo do HSBC no bairro Xaxim tiveram seu sossego extirpado.

Na tentativa de burlar a greve, o banco inglês alugou uma frota de táxi aéreo para transportar os trabalhadores de helicóptero para dentro das sedes e obrigá-los a trabalhar. O Sindicato – e até mesmo a imprensa paranaense – já recebeu diversas denúncias e reclamações de cidadãos que estão se sentindo incomodados com o barulho constante, que se inicia ainda de madrugada.

Bancários também denunciam a falta de respeito e o descaso do HSBC com seus funcionários, que faz os trabalhadores aguardarem por horas o “transporte alternativo”.

Ao contrário do que o banco tenta explicar, o Sindicato esclarece que esta não se trata de uma “boa ação” do HSBC, que está tentando ajudar os trabalhadores que não aderiram à greve. Na verdade, a contingência é uma prática antissindical, que coíbe intransigentemente o direito de greve e assedia os trabalhadores.

Os bancários, principalmente de bancos privados, sofrem coações e colocam seu emprego em risco, quando são chamados a participar desse tipo de prática e se negam. É por essa postura “sanguessuga” adotada pelas instituições financeiras que o Sindicato pede o apoio de toda a população na cobrança por mais respeito: cadê a responsabilidade social, banqueiros?

HSBC abusa e obtém interdito

O HSBC conseguiu, na 17ª Vara do Trabalho de Curitiba, um interdito proibitório coibindo a greve em suas agências e centros administrativos.

O Sindicato, que tomou conhecimento da decisão na segunda=feira (28), lamenta a postura do banco e irá, assim como em relação as demais decisões judiciais, recorrer por meio de sua Assessoria Jurídica. A determinação prevê multa diária de R$ 30 mil.

Fonte: Seeb Curitiba

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