MACEIÓ – Oito deputados integrantes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas estão com prisão decretada pela Justiça, acusados de descumprimento de ordem judicial. As prisões foram determinadas na manhã desta terça-feira (29), pelo desembargador Orlando Manso, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

Desde o início da manhã, equipes coordenadas pela Secretaria de Defesa Social realizam as buscas no Estado, mas até o momento, nenhum deputado foi encontrado.Os integrantes da Mesa Diretora são acusados em manter no cargo o deputado estadual Cícero Ferro (PMN), apesar de a Justiça Estadual ter determinado o afastamento do parlamentar. Ferro é acusado de mandar matar o vereador Fernando Aldo, mas nega qualquer envolvimento com o crime, ocorrido em outubro de 2006. O deputado é acusado também de porte ilegal de arma e de participação no golpe que desvio mais de R$ 300 milhões dos cofres do legislativo alagoanos.

No caso Fernando Aldo, os deputados lançaram a prerrogativa para arquivar o processo e descumpriram a ordem alegando que o desembargador “não escutou as contra-razões do Legislativo”. Já com relação à prisão por porte ilegal de arma, os parlamentares denunciaram Ferro na Comissão de Ética da Casa por ter lançado palavras ofensivas a presidente do TJ, desembargadora Elisabeth Carvalho. O paliativo foi uma estratégia usada pela Mesa para não afastar Ferro.

De acordo com a decisão de Manso, foram determinadas a prisão do presidente da Mesa Diretora da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB); do vice-presidente, Alberto Sextafeira (PSB); do 2º vice-presidente, Sérgio Toledo (PMN); do 3º vice-presidente, José Pedro (PMN); do 1º secretário, Jota Cavalcante (PDT); do 2º secretário, Marcelo Victor (PTB); do 3º secretário, Carlos Cavalcante (PT do B); e do 4º secretário, Ricardo Nezinho (PTdoB).

A assessoria do deputado Sérgio Toledo informou à imprensa que o parlamentar já foi comunicado da ordem de prisão, mas só iria se pronunciar a respeito da sua prisão após retornar de uma viagem a Bahia. Os demais integrantes da Mesa também não foram localizados para comentar a decisão do desembargador Orlando Manso. A questão deve ser o principal assunto da sessão do legislativo, marcado para começar às 15 horas desta terça-feira.

Fonte: Agência Estado

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