O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vai comunicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva até terça-feira a decisão de se filiar ao PMDB para concorrer a uma das duas vagas ao Senado por Goiás.

Segundo políticos de Goiânia ouvidos pelo Estado, o objetivo de Meirelles seria o de, chegando ao Senado, ficar à disposição para ocupar, por exemplo, a Casa Civil ou o Ministério da Fazenda no futuro governo, caso venha a ser convidado.

A vantagem de se decidir pela disputa ao Senado é que Meirelles estaria livre da pressão que seria exercida sobre ele se optasse por disputar o governo goiano.

Interlocutores do presidente do Banco Central que o conhecem bem calcularam que, mesmo após a filiação, o anúncio da candidatura só ocorrerá no fim de março de 2010. E, mesmo assim, dependeria de, no momento, a economia estar caminhando bem. A decisão sobre o futuro dele está atrelada ao trabalho que faz no BC. Políticos disseram ter ouvido, por exemplo, que não se afastará do comando da política monetária se houver algum perigo de descontrole no ano da eleição porque seria dar um tiro no pé.

Neste momento, não se cogita a possibilidade de Meirelles fazer dobradinha com a ministra Dilma Rousseff na chapa presidencial – ela no PT e ele no PMDB. Um nome disponível no partido para compor a chapa é o do presidente da Câmara e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer. Se o partido escolher um nome hoje, o de Meirelles não estará na lista, disse uma fonte ao Estado.

Assim como o PMDB não teria o presidente do BC como uma carta na manga, Meirelles também teria se mostrado convicto a negar a iniciativa de se candidatar a algum cargo agora, deixando a decisão para março. Como a disputa é polarizada no Estado, iniciar a campanha apenas em abril não seria suficiente para vencer o pleito.

Fonte: Agência Estado

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