Todos os estados do Brasil tiveram adesão à greve, segundo entidade. Bancos diz que funcionários entraram em greve sem negociar.

A greve dos bancários deixou 2.881 agências fechadas nesta quinta-feira (24), segundo informações da Contraf, confederação nacional da categoria. Os dados são parciais, pois há sindicatos que ainda não enviaram informações, diz a entidade. 

Em todo o país, são 19 mil postos de atendimento bancário, segundo o Banco Central, mas esses incluem outros tipos de estabelecimentos, como correspondentes bancários, além das agências. 

De acordo com a entidade, todos os estados do país tiveram agências com participação na greve. Houve também paralisação em sedes administrativas de bancos, segundo a Contraf. 

Os bancários entraram em greve após assembleias na noite desta quarta-feira (23) em todas as capitais, no Distrito Federal e na maioria das bases sindicais do interior, diz a entidade. Todos os sindicatos que fizeram assembleias na tarde desta quinta aprovaram a continuação da greve nesta sexta-feira (25) e por tempo indeterminado, segundo Carlos Cordeiro, presidente da Contraf. 

Os bancários reivindicam aumento real de salário, maior participação nos lucros, valorização dos pisos salariais, garantia de emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, segundo a confederação. A Febraban, entidade patronal nacional, diz que os bancários não apresentaram contraproposta e que entraram em greve sem negociar. 

“Os bancários deram uma resposta à provocação dos bancos. Houve adesão forte não só nos bancos públicos mas também nos privados”, diz Cordeiro. 

Sobre o transtorno causado aos clientes dos bancos com as agências fechadas, Cordeiro diz que os bancários reivindicam horário maior de atendimento nas agências e contratação de mais funcionários, mudanças que também beneficiariam os clientes.

Fonte: G1