O mercado de trabalho no Ceará alcançou o melhor resultado do ano na geração de empregos formais. Foram criados 13.790 novos postos em agosto passado, o que também representa o melhor desempenho para o mês desde 1999. É ainda o 2º maior saldo da região Nordeste – só perdendo para Pernambuco (18.990 vagas)-, e o 5º lugar no ranking nacional por Estado em agosto. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, e foram divulgados ontem. O saldo é a diferença entre as 39.267 admissões e 25.477 desligamentos no mês passado. Houve um crescimento de 44,8% na geração de novas vagas, em relação a julho (9.523) e de 38,6% ante agosto do ano passado (9.947).

Ritmo mantido –  Para o assessor da Secretaria do Desenvolvimento Econômico de Fortaleza (SDE), Inácio Bessa, os números indicam um crescimento expressivo do mercado de trabalho no Estado, no entanto, ainda não recuperou as vagas perdidas por conta da crise econômica financeira. “Na passagem de julho para agosto do ano passado, o mercado de trabalho recuou 6,41%”, compara. “Neste ano, este período mostrou um forte incremento”. Na opinião de Bessa, a tendência é que este ritmo de crescimento continue de setembro a novembro deste ano. “2009 deve fechar com a reposição de boa parte das vagas perdidas com a crise”, projeta. Em 8º lugar no ranking nacional, de janeiro a agosto, o Ceará acumula saldo de 28.486 postos de trabalho, queda de 8,28% ante igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, foram criadas 38.867 vagas, baixa de 22,95%.

Indústria é destaque  – Em agosto, o maior gerador de postos de trabalho no Estado foi a indústria de transformação, com 5.201 novos empregos formais. Em seguida, vem o setor de serviços (2.631), agricultura (2.086), comércio (1.658), serviços industriais de utilidade pública (24), administração pública (8), atividade extrativa mineral (5). Na indústria de transformação, o maior número de novas contratações foi no segmento de calçados (3.322), seguido por alimentos e bebidas (614), têxtil e vestuário (574), minerais não-metálicos (236), borracha, fumo e couros (127), metalurgia (122), químico e farmacêutico (109), mecânica (71), papel e papelão (70), material de transporte (49). Houve perdas de postos no setor de material elétrico (-83) e madeira e mobiliário (-10).

RMF e municípios – Na Região Metropolitana de Fortaleza, foram gerados 6.645 novos postos, aumento de 1,05%. Este foi o melhor desempenho de toda a série histórica do Caged para o período. Desse total, 2.044 empregos foram do setor de serviços; 1.983, na indústria; 1.355, na construção civil; 1.167, no comércio; 68, na agropecuária; 12, no extrativismo mineral. Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, Fortaleza ficou em 6º lugar no ranking nacional na evolução do emprego, com saldo de 4.374 vagas, o 6º maior desempenho. Sobral ficou na 14ª posição com saldo de 2.307 novos empregos em agosto, concentrando 2.107 postos na indústria de transformação.

Fonte: Diário do Nordeste

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