RIO DE JANEIRO (Reuters) – A economia brasileira cresceu 1,9 por cento no segundo trimestre frente ao início deste ano, confirmando que saiu da recessão técnica e mostrando uma melhora no desempenho da indústria e firmeza do consumo interno.

Analistas também destacaram o papel das exportações, menos de um ano após o agravamento da crise global, e alguns já apostam em um ano melhor que o temido inicialmente.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, no entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,2 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam expansão de 1,6 por cento na comparação trimestral, segundo a mediana de 20 estimativas que variaram de 0,7 a 2,2 por cento. Na comparação com 2008, a mediana das projeções apontava queda de 1,5 por cento.

“A indústria está caindo bastante em relação ao ano passado, mas está recuperando na margem”, afirmou Flávio Serrano, economista sênior do Bes Investimentos.

“A parte de serviços vem sustentando bem o crescimento. A parte de consumo das famílias vem crescendo forte, em função da massa salarial crescendo.”

Para o IBGE, a desoneração tributária adotada pelo governo para enfrentar a crise impulsionou o consumo das famílias e contribuiu para que a economia brasileira deixasse a recessão técnica.

“É claro que a redução de IPI ajudou na retomada do crescimento do PIB”, avaliou a gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis.

A partir dos dados, alguns analistas começam a considerar um desempenho melhor da economia brasileira no ano.

Fonte: O Globo