Uma pesquisa realizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) do Rio de Janeiro mostrou a preocupante realidade dos homossexuais na escola.

Segundo dados do sindicato, 20% dos alunos homossexuais que iniciam o ano letivo não suportam a perseguição e abandonam os estudos. Reportagem do jornal O Dia aponta ainda um outro problema: a homofobia contribui também para o aumento da violência.

Ao jornal, Felipe Sanches, 18, aluno do 3º ano do Ensino Médio, disse que já brigou várias vezes na escola. “Nunca tinha discutido no colégio até assumir que era gay. Mas depois as provocações começaram. Na maioria das vezes até faço de conta que não é comigo. Mas às vezes o sangue ferve e aí fica impossível não reagir. Quando vejo já parti para briga”, contou.

Eliza Henrique Martins, 43, diretora do Sepe, acredita que o corpo docente não está preparado para lidar com o preconceito. “É esse despreparo que permite que a homofobia siga agravando não só o problema da evasão escolar, como também o do aumento da violência nas escolas, que já está saindo do controle dos professores e diretores”, declarou.

Para combater a homofobia, destaca a reportagem, o Sepe criou a Secretaria de Gênero e Combate à Homofobia, através do qual promove debates e reuniões para discutir o problema dentro das escolas.

Por sua vez, a Secretaria Estadual de Educação anunciou o lançamento da Jornada de Educação e Cidadania LGBT e Combate à Homofobia, projeto que capacitará cerca de 2 mil professores sobre como lidar com as diferenças nas salas de aula.

Fonte: A Capa