Christof Hellmis, vice-presidente de serviços da Nokia, apresentou o Booklet 3G na quarta (2) em uma feira da Alemanha. (Foto: AP)
Christof Hellmis, vice-presidente de serviços da Nokia, apresentou o Booklet 3G na quarta (2), na Alemanha. (Foto: AP)

Com o Booklet 3G, fabricante de celular entra no mercado de notebooks. Máquina tem bateria com 12 horas de duração e pesa 1,25 quilo.

A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, divulgou nesta semana o preço de seu primeiro computador ultraportátil: 575 euros, ou cerca de US$ 820. Com a máquina, chamada Booklet 3G, a empresa pretende entrar em um mercado no qual até então estava fora. A data de lançamento ainda não foi anunciada, e não há informações se o produto será vendido no Brasil.

Por ser menor que os laptops tradicionais, esse tipo de computador se encaixa na categoria de netbooks: portáteis com dimensões, capacidade e também preço reduzido.

Pelo fato de esperar essas características, o mercado se surpreendeu com os US$ 820 anunciados pela Nokia. “Os analistas esperavam que ele custasse menos de US$ 500, o valor dos melhores netbooks disponíveis hoje”, anunciou o blog “Tech Beat”, da “BusinessWeek”. Como tem tecnologia 3G, é possível que o computador seja subsidiado por operadores de telefonia móvel, que fecham contratos de longo prazo com os clientes.

Segundo a fabricante, a bateria terá duração de até 12 horas, a máquina pesará 1,25 quilo, terá 1 GB de RAM, disco rígido de 120 GB, processador Intel Atom, Windows 7, espessura de 20 milímetros, tela de 10 polegadas e câmera de 1,3 megapixel.

A empresa de pesquisa IDC prevê que as exportações de netbooks neste ano cresçam mais de 127% em relação a 2008, para mais de 26 milhões de unidades, superando o desempenho do mercado de computadores em geral, que deve permanecer estável.

“A Nokia espera que sua marca e conhecimento dos circuitos de celulares contribuirão com sua força, enquanto se dirige a este segmento abarrotado e implacável”, disse Ben Wood, diretor de pesquisa da CCS Insight. “No momento, nós vemos a incursão da Nokia no mercado de netbooks como um exercício de nicho no contexto dos seus amplos negócios.”

Fonte: G1