O Comando Nacional dos Bancários, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal realizam nesta sexta-feira, dia 4 de setembro, às 10h, em Brasília, mais uma rodada específica de negociação. Em pauta o Saúde Caixa, Segurança, Saúde e Condições de Trabalho.

Essa negociação foi acertada durante reunião ocorrida em 26 de agosto, dedicada à discussão de pendências do acordo do ano passado, quando a empresa comunicou às representações dos empregados sua decisão de oferecer aos aposentados a opção de receberem indenização pelo fim do direito ao auxílio-alimentação.

Saúde Caixa –  O Saúde Caixa que passou por um período de mais de dois anos sem processamento das informações, fazendo com que a Caixa apresentasse números estimados para o Conselho de Usuários, mostrou-se altamente superavitário no fechamento do exercício de 2008.

Até hoje a Caixa não cumpriu o compromisso de fazer na mesa de negociação uma avaliação do sistema de custeio e do funcionamento geral do plano. Por outro lado, os problemas de credenciamento e outras deficiências se agravam di-a-dia.

Para Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE Caixa), que assessora o Comando Nacional nas negociações com o banco, há a necessidade de que os comitês de acompanhamento de credenciamento e descredenciamento, acertados na penúltima rodada de negociação, sejam implementados de imediato e o caráter do Conselho de Usuários modificado. “Hoje ele é consultivo e necessita ser transformado em deliberativo”, diz Jair.

Segurança – Os empregados da Caixa reivindicam que sejam instalados vidros de proteção nos guichês e cobram agilidade na colocação das portas giratórias antes do auto-atendimento, além de uma série de outros dispositivos de segurança definidos no chamado “projeto agência segura” elaborado pela área de segurança da própria empresa. Também é exigido que o valor da indenização por assalto seja aumentado e que haja a proibição de transporte de valores pelo empregados, entre outras reivindicações.

Saúde e Condições de Trabalho –  A sobrecarga de trabalho é apontada como um dos problemas que mais afetam a saúde dos empregados. “Houve crescimento da empresa e abertura de novas agências, levando a instituição federal a assumir diversos papéis importantes na sociedade, porém, não ocorreu a ampliação do quadro de empregados que pudesse suprir esta nova demanda”, afirma Jair Ferreira.

Segundo Jair, houve melhoras na contratação dos concursados, porém que acaba sendo compensada com a substituição de outros, fazendo com que o número de empregados no universo Caixa tenha diminuído consideravelmente. “Além disso, o processo de unificação das atividades de caixa, exercida pelos empregados da retaguarda das agências (caixa de RetPV) foi mal sucedida, exigindo a realização de quatro, até cinco horas extras diárias dos empregados, contribuindo para o seu esgotamento físico e mental”, diz.

Seguindo o calendário definido em agosto, ainda ocorrerão outros dois encontros. Em 11 de setembro para discutir Funcef/aposentados, isonomia, democratização da gestão e outros temas. Na sequência, ainda sem data definida, é a vez de ser debatido PCC, PCS e a jornada de trabalho.

Fonte: Contraf-CUT

Anúncios