No meio da praça funciona um lava-jato. Fica na avenida A, esquina com a rua 29, no bairro José Walter, onde se constata o uso indevido do espaço público. A rampa de concreto utilizada para o serviço foi construída, sem licença, ao lado de um campo de futebol. Sobre a praça tem também uma casinha que funciona como bar. No fim de semana, o ponto é movimentado. Geralmente tem jogo no campo de futebol e os peladeiros pagam R$ 12 pela lavagem completa de seus carros.

De acordo com um funcionário do lava-jato, que se identificou como Francisco, “o bar vende coisa pouca”, mas no fim de semana é o dia todo lavando carros”. “O dono é ligado a muita gente importante”, disse, tentando justificar o motivo pelo qual lava-jato e bar não foram removidos até hoje. A dona-de-casa Maria Socorro Gomes, 59, reclama. “Isso aqui é uma área verde. Não era pra ter nada disso.”. De acordo com o aposentado José Ribamar, 71, o lava-jato incomoda, pois impede a visão de quem quer assistir ao jogo e a água molha todos.

Mas este não é único caso de uso irregular do espaço público. O parque Rio Branco, no São João do Tauape, tem uma ocupação de casebres popularmente chamada de Vila Manduca. Outras quatro construções estão dentro da área do parque.

O aposentado João Galdenir Pinheiro, 53, mora no bairro desde 1966 e observa que, antes, o parque Rio Branco não tinha tantas construções em seu entorno e que, com o tempo, elas estão avançando. “Devia existir fiscalização para saber quem tem escritura e quem não tem”, aponta.

Na praça Cristo Rendentor, no Centro, em frente ao Seminário da Prainha, funciona um posto de gasolina. A área é pública, mas em 1992, os proprietários do posto obtiveram permissão de uso, que vinha sendo renovada a cada ano.

De acordo com o diretor do Departamento Comercial da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb), Silvio Martins, em 30 de março de 2003 foi feito um aditivo, autorizando o exercício da atividade por mais dez anos, até 2013. Segundo a Secretaria Executiva Regional (SER) II, por meio da assessoria de imprensa, a PGM está questionando a permissão judicialmente.

Na mesma praça, cerca de 35 pessoas moravam no entorno do monumento do Cristo Redentor. De acordo com a assessoria de imprensa da SER II, quando a Prefeitura começou a negociar a saída destas pessoas, nove permaneceram morando ali. No último sábado, o Município realizou a remoção. Alguns optaram por voltar a morar com familiares. Os demais foram para abrigos.

EMAIS :  – Em setembro de 1989 a Câmara dos Vereadores criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a ocupação ilegítima dessas áreas.

– Em dezembro de 1990, foram relacionadas 133 praças oficiais. No entanto, 28 foram relacionadas como “desaparecidas”.

Fonte: O Povo Online

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