A chanceler alemã Angela Merkel continua a ser, pelo quarto ano consecutivo, a mulher mais poderosa do mundo no ranking da revista Forbes. A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, e a secretária de Estado Hillary Clinton não se cotaram nos 30 primeiros lugares, dominados por grandes empresárias e gestoras de multinacionais. Nenhuma portuguesa figura na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo.

Angela Merkel, que tem liderado com pulso firme a economia alemã numa altura em que o mundo se debate com uma grave crise financeira, figura no topo do ranking da Forbes desde 2006, o que constitui uma boa notícia para a chanceler em vésperas da sua provável eleição no dia 27 de Setembro.

Em segundo lugar surge Sheila Bair, presidente do Federal Deposit Insurance Corp, seguradora dos bancos americanos. Em terceiro aparece Indra Nooyi, executiva-chefe da PepsiCo. Até à décima posição deste ranking, todas as mulheres ocupam posições de destaque no mundo financeiro e empresarial.

Hillary Clinton desceu da 28ª posição, quando esteve prestes a ganhar as primárias democratas, no ano passado. Este ano encontra-se na 36ª posição, apesar de chefiar o poderoso departamento de Estado norte-americano. Sarah Palin, a escolha do candidato republicano para a vice-presidência durante a campanha eleitoral para as presidenciais americanas, ficou de fora da lista das 100 mulheres mais poderosas.

O ranking é decidido anualmente em função do impacto económico de cada mulher, da sua capacidade de afirmação nos media e dos seus feitos profissionais.

Michelle Obama, de 45 anos, aparece imediatamente antes daquela que é considerada uma das rainhas dos media norte-americanos, Oprah Winfrey. Em 40ª lugar, a mulher do Presidente dos Estados Unidos é hoje um dos rostos mais populares da América, pela sua personalidade descontraída e o seu apoio a diversas causas, nomeadamente a alimentação saudável e as artes. O seu bom-gosto tem-na igualmente colocado nos lugares cimeiros das listas das “mais bem vestidas”.

Depois de Michelle Obama (40º) e de Oprah (41º) surge a Rainha de Inglaterra, em 42º, que subiu desde a 58ª posição em que ficou cotada no ano passado.

Entre outras americanas que este ano vieram integrar a lista contam-se a presidente do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, Sonia Sotomayor (54º), Kathleen Sebelius, secretária da Saúde e dos Serviços Humanitários (56º) e a secretária da Segurança Interna, Janet Napolitano (51º).

“As mulheres no poder estão a subir a posições de liderança nos negócios e na filantropia, fazendo opções de carreira arriscadas e pouco convencionais. Longe vão os tempos em que as mulheres se agarravam a um empregador e esperavam pacientemente pelas promoções”, escreve a Forbes.

“São mulheres muito ambiciosas… estão a mudar de empresas e de indústrias, dando grandes saltos em cada mudança, colocando-se à mercê de novas oportunidades que lhes trazem grande experiência”, escreve ainda a revista.

O ranking completo pode ser consultado em http://www.forbes.com/women

Fonte: http://economia.publico.clix.pt/