A oposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul protocolou nesta quinta-feira o requerimento com pedido de CPI para investigar denúncias contra a governadora Yeda Crusius (PSDB). Após seis meses de articulação, os opositores de Yeda conseguiram a assinatura de 39 deputados para apresentar o documento. A governadora ainda não se manifestou sobre o pedido de investigação.

O pedido de CPI foi retirado da gaveta ontem depois que o Ministério Público Federal apresentou uma ação civil público contra Yeda e outras pessoas. Até então, o documento tinha 17 assinaturas. Com a iniciativa dos procuradores, os deputados do PDT Gerson Burmann, Giovani Cherini e Kalil Sehbe assinaram o documento, totalizando 20 adesões.

Hoje foi a vez dos nove deputados do PMDB assinarem o documento. Entre peemedebistas que assinaram o requerimento está Luiz Fernando Záchia, um dos investigados pela ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal para apurar suposta improbidade administrativa.

A iniciativa do PMDB abriu caminho para outros parlamentares da base governista também aderirem à investigação contra a governadora, totalizando 39 assinaturas.

O PMDB fazia parte, até então, da bancada de apoio à governadora da Assembleia, mas ainda não há informações sobre como ficará a situação do partido após a assinatura do pedido de investigação.

Segundo informações da Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Ivar Pavan (PT), disse que o Poder Legislativo fará o seu papel de investigar e disponibilizar à sociedade gaúcha as denúncias feitas ontem pelo Ministério Público Federal.

Pavan disse também que a Assembleia pedirá os documentos o processo à juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, onde foi ajuizada a ação civil de improbidade administrativa contra a governadora.

Pavan explicou que o pedido de CPI será protocolado na assessoria jurídica da Casa para avaliação regimental e, depois, as bancadas terão cinco dias para indicar os seus representantes. “Feito isso, em três dias a CPI deverá ser instalada. Serão 120 dias de trabalho prorrogáveis por mais 60 que deverão esclarecer a sociedade sobre as denúncias”, afirmou.

Fonte: Folha Online