As empresas cearenses vêm chamando a atenção do Brasil e do mundo. Apesar de, geralmente, carregarem o distintivo familiar, muitas fogem dessa característica e se destacam no mercado. Foi o que aconteceu com a Faculdades Nordeste (Fanor) e com a Microsol Tecnologia.

Em 1º de abril, o grupo norte-americano Devry passou a controlar 70% dos ativos da instituição de ensino, com a compra da parcela do Banco Pactual e a capitalização da empresa.

Sem dizer qual o custo da operação, o presidente da Fanor e agora representante da Devry no Brasil, Carlos Alberto Degas Filgueiras (o Degas) informou que foi um negócio milionário, com um número de dois dígitos.

O Vice Presidente Sênior da DeVry, John Roselli, veio ao Brasil para formalizar a transação e comunicar os planos da instituição, que inclui a construção continuada de uma infra-estrutura em todo o Brasil. A meta implica em novos investimentos e, nos próximos cinco anos, continuar com aquisições de faculdades de 3 mil a 20 mil alunos, o que deve incluir faculdades no Sudeste do País.

Para Roselli, o Brasil é um dos importantes mercados para os projetos expansionistas da DeVry. “A Fanor possui um forte reconhecimento de marca e uma excelente reputação nos mercados existentes, além de ter uma presença vigorosa nas áreas de Engenharia, Tecnologia e Saúde, que estão em alta demanda no Brasil”, havia dito durante a apresentação do fechamento do negócio.

“Não vamos mexer no preço nem para cima nem para baixo. Achamos que nosso preços estão bem posicionados”, garantiu o presidente da Fanor. Degas afirma que serão disponibilizados cursos de inglês, programas de intercâmbio e um programa de graduação dupla, em que o estudante faz parte do curso no Brasil, outra parte nos Estados Unidos e se gradua com dois diplomas válidos nos dois países. Para iniciar os novos serviços, o executivo informou que foram liberados cursos, no valor de US$ 25 mil cada um, aos professores do Grupo.

Seleção natural – “A educação se fragilizou de mais com a criação de várias universidades. Mas agora os alunos estão começando a saber escolher e vai acontecer uma seleção natural do ensino”, analisa Degas, que possui MAB nos Estados Unidos.

Para ele a forte expansão de instituições de ensino superior transformou o setor em um dos mais ativos em fusões e incorporações. E deixou claro: “Sou a favor da concorrência e defendo o capital estrangeiro na educação. A consolidação da concorrência deixa o setor mais agressivo e com maior escala”.

Fonte: O Povo Online

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