SÃO PAULO – Rei do pop, dono do disco mais vendido da história, inventor do videoclipe, maior entertainer vivo. Muitos são os adjetivos para se referir a Michael Joseph Jackson, que morreu nesta quinta-feira, 25, aos 50 anos, após sofrer uma parada cardíaca em Los Angeles. O artista, que vendeu 750 milhões de álbuns e venceu 13 prêmios Grammy, encarou os holofotes logo cedo, e teve uma vida marcada por duas constantes, com a mesma grandeza e proporção: sucesso e polêmica.  

O astro nasceu em 29 de agosto de 1958, em Gary, cidade norte-americana do Estado de Indiana. Ele tinha três filhos: Michael Joseph Jackson Jr., Paris Michael Katherine Jackson e Prince Michael Jackson II. O cantor saiu do anonimato ao lado de seus quatro irmãos – Jackie, Tito, Jermaine, Marlon – à frente do grupo Jackson Five, que emplacou consecutivos sucessos nas paradas durante as décadas de 1960 e 1970. Mas foi sozinho que Jackson viveu o auge e decadência de sua carreira. 

Em 1979, com o lançamento do álbum Off The Wall – seu primeiro solo, que arrancou elogios da crítica ao combinar R&B, Black Music e Disco – o cantor começou a experimentar uma exposição cada vez maior na mídia, que se culminaria em 1982, com Thriller, até hoje o CD mais vendido do mundo, com cerca de 100 milhões de cópias. Em 16 de maio de 1983, Jackson apresentou ao mundo o moonwalk, passo de dança em que o cantor deslizava sobre o palco, durante a canção Billie Jean, em um show em Los Angeles. Estava imortalizada sua marca registrada. 

Com Thriller também começou a era de videoclipes na MTV, emissora que acabara de despontar. Em 1984, Jackson recebeu das mãos de Ronald Reagan, então presidente americano, um prêmio por suas ações filantrópicas. No ano seguinte, ele adquiriu, por US$ 47,5 milhões, os direitos sobre as músicas dos Beatles (uma década depois, ele vendeu 50% do catálogo para a Sony Music). O emblemático gesto é visto mais do uma simples demonstração de poder financeiro: era uma lenda pop comprando a obra de outra. Nesta época, o cantor também gravou parcerias com o ex-Beatle McCartney. (The Girl is Mine e Say Say Say).  

Antes de lançar seu próximo álbum, Jackson se juntou a 44 celebridades para gravar a canção We Are The World, com o objetivo de levantar fundos para a África. Como resultado, além dos US$ 200 milhões arrecadados para a campanha USA For Africa, o astro levou mais dois Grammys.

 Em 1987, entre uma turnê e outra, veio seu terceiro álbum solo, Bad. Apesar de não repetir o sucesso monstruoso do anterior – vendendo “apenas” cerca de 30 milhões de cópias – o disco manteve Jackson em rotação máxima nas rádios e televisões do planeta. Foi nessa época que as especulações sobre quantas cirurgias plásticas o cantor já teria feito começaram a tirar a atenção de sua música. O astro aparecia cada vez mais branco e suas feições já estavam diferentes. As mudanças não passaram batido pela imprensa e anos depois, em 1993, Jackson admitiu na televisão americana que a sua “nova cor” era consequência de vitiligo – explicação que foi contestada por muitos.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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