Tudo começa com uma matéria mal apurada, que se vale de interpretações equivocadas de fatos e dados nem sempre conhecidos na sua totalidade,  sem ouvir ou considerar as opiniões contraditórias. Um parlamentar elabora requerimento para instalação de uma CPI, coleta assinaturas e encaminha para a presidência da casa, com a devida “pressão” de diversos outros veículos de comunicação que reproduzem a  matéria inspiradora, fechando-se o ciclo vicioso. Analise os fatos abaixo, e avalie se o caso se encaixa nesse modelo:

  1. O jornal O Globo publicou em 10/05 a matéria “Manobra Bilionária”, na qual afirma que a “Petrobras deixou de recolher R$ 4,3 bi em impostos pelos cálculos da Fazenda”.
  2. O jornal O Globo publicou em sua edição de ontem (17/06) a matéria “Garras menos afiadas”, na qual afirma-se que a Petrobras fez “compensações atípicas de tributos” e “mudanças sem amparo legal em seu regime tributário”. Também ontem, o jornal O Estado de S.Paulo publicou a matéria “Medidas de socorro levaram a perda de R$ 10,9 bi na arrecadação”, na qual informa, corretamente, que as mudanças de regime tributário feitas por empresas brasileiras estão legalmente amparadas.
  3. Nesse mesmo dia 17/06, a Petrobras enviou cartas ao jornais O Globo e ao O Estado de S.Paulo sobre as respectivas matérias publicadas.
  4. Hoje (18/06) o jornal O Globo publicou a carta da Petrobras na seção “Cartas do Leitor” e SUPRIMIU O TRECHO “conforme informou hoje um grande jornal de São Paulo, em matéria sobre o mesmo assunto”.
  5. Na mesma edição de hoje, o jornal O Globo publicou na pág 2 indicação dos editores do que eles consideram “As melhores de maio”, elegendo a matéria “Manobra bilionária”  por considerar que ela “tornou irreversível a instalação da CPI da Petrobras”.
  6. O jornal O Estado de S.Paulo não publicou a carta da Petrobras.

Fonte: http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/