Da canetada coletiva no Palácio Iracema ao canteiro de obras no Pecém. O diretor da Vale, Aristides Corbelinni, afirmou ontem que as obras da siderúrgica começam ainda este ano.

O dia de ontem foi mais um dia histórico entre tantos outros dias históricos quando se trata dos grandes empreendimentos há muito prometidos para o Ceará. Durante a cerimônia de assinatura do memorando de entendimento entre o Governo do Estado e os sócios da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o diretor de siderurgia da Vale do Rio Doce, Aristides Corbelinni, afirmou que as obras da siderúrgica no Complexo Industrial do Pecém vão começar ainda este ano. A notícia, inesperada para o público que lotava o auditório do Palácio Iracema, foi seguida de aplausos.

A Vale é sócia da coreana Dongkuk na CSP, projeto com investimentos na ordem de US$ 4 bilhões, já na primeira fase. A usina terá capacidade de produzir de três a seis bilhões de toneladas de placas de aço por ano. Tudo voltado para a exportação. “A Vale e a Dounkuk trabalham com a meta de começar as obras da siderúrgica ainda este ano. A verdade é que o Ceará está preparado”, afirmou Corbelinni, que, ao final da cerimônia, se recusou a conversar com os jornalistas.

O apoio de Dilma – Não por acaso, a assinatura do memorando coincidiu com a presença da ministra Dilma Rousseff ao Estado. Em agosto do ano passado, acompanhando o presidente Lula na inauguração do terminal de regaseificação da Petrobras no Pecém, a ministra afirmou que a siderúrgica passara a ser uma determinação do próprio presidente. Ontem ela repetiu o discurso. “É determinação do presidente Lula para que saiam siderúrgicas no Brasil, porque o presidente acha inadequado a gente tirar minério do solo brasileiro e não agregar valor a ele”, disse.

A ministra relembrou projetos anteriores de siderúrgicas para o Ceará que nunca saíram do papel e atribuiu ao governador Cid Gomes o mérito de o projeto da CSP já ter meta para ser executado. Cid também relembrou projetos de siderúrgicas nunca executados, referindo-se à década de 60, no governo de Virgílio Távora. “Juro que tudo que o eu mais queria era estar no dia 31 de dezembro lá no São Gonçalo do Amarante vendo as obras de fato”. Que não seja mais um sonho.

EMAIS :   No palco do auditório do Palácio Iracema, a sensação de que havia gente demais para espaço de menos. Todos queriam ficar pertinho da ministra.

– Durante a exibição do hino do Estado do Ceará, só o governador Cid Gomes arriscava a letra cantando baixinho. Quando acabou, Dilma olhou para Cid e cochichou “hino bonito!”.

– Em seu discurso, Cid afirmou que está de “conversa de pé de ouvido” com o presidente Lula para viabilizar uma montadora para o Ceará.

Fonte: O Povo Online