Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou na quinta-feira a primeira pandemia de gripe do século 21, pedindo aos países para reforçar suas defesas contra um vírus “cujo avanço não pode ser freado”, mas que até agora vem mostrando ser de força moderada. O Brasil registrou até agora 52 casos da doença.

A agência das Nações Unidas elevou seu alerta para a gripe para o nível 6, numa escala de 1 a 6, indicando que está em curso a primeira pandemia de gripe desde 1968.

“Este é um dia muito importante e desafiador para todos nós”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, a jornalistas em teleconferência.

“A avaliação mundial feita no momento é que estamos assistindo a uma pandemia moderada.”

Atendendo às recomendações de especialistas em gripe, a OMS reiterou o conselho a seus 193 países membros de não fecharem suas fronteiras nem imporem restrições às viagem para dificultar o deslocamento de pessoas, bens e serviços.

A passagem para o nível 6 reflete o fato de que a doença, conhecida largamente como gripe suína, está se espalhando geograficamente, mas não é indicativo de sua virulência.

De acordo com Chan, “a elevação para nível 6 de pandemia não significa que veremos um aumento no número de mortes ou casos muito graves da doença”.

“Pelo contrário. Muitas pessoas estão adoecendo levemente e se recuperando sem tomar remédios, e isso é uma boa notícia”, disse ela.

No Brasil, a ministra interina da Saúde, Márcia Bassit, disse que 52 casos foram confirmados, acima dos 43 informados pelo ministério na quarta-feira. Segundo Márcia, 75 por cento dos casos confirmados, ou 39, foram importados de outros países. Muitos desses pacientes já receberam alta.

“Esta nova fase de alerta não significa maior gravidade… A nossa responsabilidade é de continuar a proteger a sociedade brasileira”, afirmou ela.

Ainda conforme a ministra interina, a letalidade da doença em todo o mundo é de 0,5 por cento, “o que é considerada muito pequena pela OMS”.

“A transmissão no Brasil continua limitada. O Brasil se antecipou a todas as medidas anunciadas pela OMS”, disse.

Dos 52 casos no país, “12 são de transmissão autóctone (ocorrida dentro do território nacional), todos com vínculos epidemiológicos com pacientes procedentes do exterior”, disse o Ministério da Saúde em comunicado.

O Estado de São Paulo tem a maioria dos casos confirmados, 20, seguido por Rio de Janeiro (10), Santa Catarina (10), Tocantins (4), Minas Gerais (4), Mato Grosso (2), Distrito Federal (1) e Rio Grande do Sul (1).

Fonte: O Globo

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