Com a projeção atual, estão eliminadas as expectativas de superar a maior safra da história do Estado, obtida em 2006

A estimativa para a safra do Ceará deste ano é de 1.048.710 toneladas de grãos, uma perda de 23,29% comparando-se ao previsto inicialmente (1.367.089 t), e uma redução de 7,18% em relação ao obtido no ano passado (1.129.858 t). Com a projeção atual, estão eliminadas as expectativas de superar a maior safra da história do Estado, que foi obtida em 2006 (1.145.558 t).

A análise consta no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), de maio, divulgado ontem pelo IBGE.

De acordo com Regina Dias, secretária do Grupo de Coordenação de Estatística Agropecuária (GCEA/IBGE) , as chuvas excessivas causaram as perdas agrícolas. Ela chama atenção para a tendência de aumento das perdas. “Os técnicos continuam em campo fazendo o levantamento, além disso a Funceme já falou que esse inverno é o de maior intensidade nos últimos anos”, diz.

Na comparação com o mês anterior, houve variação de 17 produtos, sendo uma alteração positiva e as demais negativas. O único produto que alterou positivamente foi o coco-da-baía (seco).

Cereais – No grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, as modificações negativas ocorreram no algodão herbáceo de sequeiro, amendoim, arroz de sequeiro, fava, feijão de arranca de 1ª safra (Phaseollus), feijão de corda de 1ª safra (Vigna), feijão de corda de 2ª safra (Vigna), girassol, milho (grão) e mamona.

Segundo o IBGE, além da perda no rendimento (kg/ha), cinco produtos já apresentam também áreas perdidas. O feijão de corda de 1ª safra (Vigna) (23.641 hectares) e o milho (grão) (21.890 hectares) foram os produtos que mais apresentaram perdas na área. Estas perdas, diz o relatório, devem-se ao fato desses dois produtos serem plantados em todos os 184 municípios cearenses e há grande contingente de cultivo associado. As perdas de área seguem-se com arroz de sequeiro (147 hectares), feijão de arranca de 1ª safra (Phaseollus) (106 hectares) e o algodão herbáceo de sequeiro (33 ha).

Todas as regiões apresentam perda no rendimento. Porém, até então, segundo o relatório, as que apresentaram perda de área são litoral de Camocim e Acaraú, Coreaú, Meruoca, Sobral, Itapipoca, Uruburetama, sertão de Quixeramobim, sertão de Senador Pompeu.

Frutas – Entre as frutas frescas, composto de 14 produtos, houve declínio na estimativa de produção da melancia e da banana em relação à projeção anterior.

Apesar dessas perdas, ainda espera-se uma produção de 994.487 toneladas de frutas frescas, um crescimento de 0,51% em relação ao primeiro prognóstico (989.400 t), efetuado em janeiro, e alta de 3,55% frente à safra obtida em 2008 (960.371 t).

No grupo dos frutos secos, a castanha-de-caju permanece apresentando uma estimativa de 149.278 t, incremento estimado em 0,14%, ante a expectativa inicial (149.074 t) e de 23,32% em relação a safra de 2008 (121.045 t).

Entre os frutos com rendimento expresso em mil, a produção esperada para o abacaxi permanece em 105.747 mil frutos, um incremento de 1,56%, comparando-se com a previsão inicial (104.127 mil frutos), e de 4,84% em relação a 2008 (100.865 mil frutos).

O coco-da-baía (seco) apresenta crescimento mensal insignificante, devido à reavaliação no rendimento no município de Apuiarés. A estimativa é de 148.169 mil frutos, redução de 1,60% ante a expectativa primeira (150.583 mil frutos) e de 0,28% em relação ao ano anterior (148.579 mil frutos).

Fonte: Tv Canal 13